Cada manhã o alvoroço da luz
Me acorda: a luz atravessa a paisagem e a casa!
– A dormir tinha esquecido não as coisas
Mas sua meticulosa beleza
Múltipla
No princípio Deus disse
Faça-se a luz
E com a luz da manhã o mundo principia
Digo a luz e não o sol
Nos dias de nevoeiro emergem formas brancas
Aqui e além como se vogassem
Numa deriva cismadora e serena
Nos dias de sol os ciprestes enegrecem
E ao longe brilha o regozijo das vidraças
Sophia de Mello Breyner Andresen
Imagem e poema, deslumbrantes
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Bom domingo … saudações poéticas.
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Gostei muito do poema e desse céu enfeitado com farrapinhos de nuvens.
ResponderEliminarMena
Um bonito poema!
ResponderEliminarBoa semana, Alice!
Um abraço
Maravilhoso, como só Sophia sabia escrever.
ResponderEliminarBoa semana.
Bjs