A banalização do mal



Já faz uns dias que esta imagem não me sai da cabeça, do cão Orelha, este animal era considerado mascote da Praia Brava, Florianópolis, Brasil, morreu no dia 5 de janeiro de 2026, após sofrer maus-tratos, praticados por diversas pessoas, agonizar durante horas, e quando foi encontrado precisou ser submetido à eutanásia, porque lhe pregaram pregos, sodomizaram com um taco de beisebol até à garganta, e o espancaram até descarnar.


Quem priva de perto com animais sabe o quanto o seu amor é incondicional e a sua inocência é pura, eu tenho um cão com 11 anos, e dói-me na pele e na alma, quando leio aquilo que as quatro bestas, ainda, adolescentes, fizeram a este animal, e mesmo que algum deles não tenha tido ação, teve omissão o que dá no mesmo. É de uma crueldade satânica o que fizeram ao animal, premeditado, portanto, em pleno juízo, não poderão advogar loucura, ou droga, ou o que seja.


Ser-se adolescente não é sinónimo de falta de capacidade mental para discernir entre o bem e o mal, pelo que li, todos andavam num colégio, portanto não se lhes pode apelidar de - selvagens, no termo puro da palavra, mas ainda assim, educação é muito mais que escolaridade, é coisa de casa, de pai e de mãe, de exemplo, digo isto com a consciência de quem trabalhou numa escola mais de década e meia, e comparou os exemplos dos pais e dos respetivos filhos, daí podemos ver como estes foram premiados com uma viagem à Disney, brincar, brincar.


Andamos, quase, todos fartos da banalização do mal, deste tempo de mentiras cruéis disfarçadas de manutenções de Paz, dos exemplos de que mentir é uma coisa de reality vivido na vida real, fenómenos vividos em estádios cheios de gente a baterem palmas com sorrisos de orelha a orelha, de lideres que ruminam bitaites a cavalo das redes sociais, com likes e merdas assim. O que tem isto a ver, com o que foi dito acima? Nada. Ou tudo. O fruto da sociedade são as pessoas.


E depois disto tudo, lembro-me da minha mãe, e de como ela carinhosamente alimentava os cães que viviam na nossa rua, das horas que passava a cozinhar para eles, e de como eles a acompanhavam até ao local de trabalho, e depois voltavam à nossa rua, como quem foi levar um filho à escola e depois regressou a casa. E das jogatanas com a bola jogadas a duas e quatro patas. Não é coisa leve, é memória.






Comentários

  1. Fiquei perturbado com essa história. Também por cá nos chegam histórias horrorosas e para as quais a lei parece demasiado branda. Também tenho um cão e para o qual tento dar-lhe o máximo de conforto e qualidade de vida.

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    1. Verdade, por cá, também, há gente que pega fogo aos rabos dos gatos, como tradição, assim como. espetam ferros em bois e depois são agraciados com palmas e flores, e mais os casos que são divulgados pelo IRA e outros que nem chegamos a saber.
      O meu cão é um mimado, é parte da família e tratado como tal, com carinho e cuidado, pensar que há gente que pode maltratar os animais desta maneira causa-me náuseas e uma profunda revolta.

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