Árvores monumentais - Bôrdo-negro

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Trago-te na minha vida como quem
escuta os passos musicais do tempo,
como as manhãs tocam a paisagem ...


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Fiquei crucificado noutros gritos
noutras formas de amor mais verdadeiras
Eu sou irmãos o cego autêntico
ébrio demais da luz de outros caminhos
filho secreto de mundos que perdi
irmão de nada - depois de ter morrido
em cada ser humano que trazia
olhos de criança e mãos vermelhas
de sangue.


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Dirás como trabalhamos em silêncio,
como comemos silêncio, bebemos
silêncio, nadamos e morremos
feridos de silêncio duro e violento.


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Tens as mãos como as raízes
bebendo as coisas e o ar.
São regatos o que dizes
e o próprio sonho que pises
escreve-o teu nome a dançar.


 


Os poemas foram retirados de A Árvore, volume II, Primeiro fascículo.


Para pensar ler mais aqui.


 


 

Comentários

  1. Que grande bicho! :-)

    Obrigado pela partilha e pela divulgação..
    Um Abraço,

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  2. Árvore frondosa, possivelmente centenária, muito bem acompanhada por deslumbrante poesia.
    Cumprimentos

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  3. Fez cem anos em 2009, tal como está descrito na placa de identificação. 🙂

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  4. Ainda estávamos em projeto quando foi plantada. 😁
    Abraço.

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