
Trago-te na minha vida como quem
escuta os passos musicais do tempo,
como as manhãs tocam a paisagem ...

Fiquei crucificado noutros gritos
noutras formas de amor mais verdadeiras
Eu sou irmãos o cego autêntico
ébrio demais da luz de outros caminhos
filho secreto de mundos que perdi
irmão de nada - depois de ter morrido
em cada ser humano que trazia
olhos de criança e mãos vermelhas
de sangue.

Dirás como trabalhamos em silêncio,
como comemos silêncio, bebemos
silêncio, nadamos e morremos
feridos de silêncio duro e violento.

Tens as mãos como as raízes
bebendo as coisas e o ar.
São regatos o que dizes
e o próprio sonho que pises
escreve-o teu nome a dançar.
Os poemas foram retirados de A Árvore, volume II, Primeiro fascículo.
Para pensar ler mais aqui.
Que grande bicho! :-)
ResponderEliminarObrigado pela partilha e pela divulgação..
Um Abraço,
Árvore frondosa, possivelmente centenária, muito bem acompanhada por deslumbrante poesia.
ResponderEliminarCumprimentos
Fez cem anos em 2009, tal como está descrito na placa de identificação. 🙂
ResponderEliminarAinda estávamos em projeto quando foi plantada. 😁
ResponderEliminarAbraço.
Bonitas imagens!
ResponderEliminarBoa noite!
Obrigada, José.
ResponderEliminarBoa noite.