
Ilustrações Feras Sobh
Normalmente as riscas lembram-me de normalidade, o normal de estarem acima e abaixo umas das outras, criando padrões parados ou dinâmicos. O normal de uns acima da normalidade de outros. A normalidade formal. A norma que se junta a outra já instituída. A normalidade da boa aparência seguida de boa gente. Normalmente pela boca morre o peixe. Normalmente o fraco cala-se. Quando a normalidade se acentua o fraco grita. Cria fôlego, pisa a risca. Risca-se a normalidade quando se pinta a risca. De riscas é feita uma pauta, com pausas riscadas.

Sonhei que o meu sonho tinha riscas, cheias e largas, por onde em podia flutuar como se navegasse. E o meu barco era eu, meu corpo eram as tábuas que se erguiam completando um mastro, riscadas eram as velas nos meus braços. Navegando num mar de Verão, branco e azul, azul e branco de todos os tons. Naquele mar flutuante que não conhecia marés, nem brisa, nem sol, nem vento, apenas as riscas serpenteavam conforme eu me movia. Abaixo e acima, por dentro e por fora, sem fim, não sabendo o começo, as riscas continuavam sempre sem saírem do lugar fazendo crescer a normalidade.
Muito bonito!
ResponderEliminarBoa semana!
Cantava o artista..
ResponderEliminar.
Navegar navegar
Mas ó minha cana verde
Mergulhar no teu corpo
Entre quatro paredes
Dar-te um beijo e ficar
Ir ao fundo e voltar
Ó minha cana verde
Navegar navegar
...
Gostei muito da imagem em movimento
Cumprimentos
Essa normalidade é fatal e incapacitante.
ResponderEliminarO azul branco ondeia, cria riscos, quer vida.
Oxalá os ventos ajudem.
E uma boa noite
Excelente reflexão, Alice
ResponderEliminarBeijinhos
Feliz Dia
Boa noite,
ResponderEliminarpara já os meus parabéns por ser o blogue da semana no Delito.
É uma enorme rampa de lançamento.
Se as riscas fossem verdes...
Belíssimo texto!