"Eramos + livres quando o telefone estava preso nas paredes"

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Ilustração Jenni Murphy


Li esta frase, que é titulo de um livro de poesias, e é verdade éramos mais livres quando o telefone estava preso nas paredes. Agora por todo o lado somos observados, e obrigados a estarmos conectados, sabem que vimos as mensagens e que não nos apeteceu responder, sabem em que local estamos, a que horas, durante quanto tempo, Quase não há tempo nem espaço para loucuras. Namorar tornou-se um acto quase público, como era bom namorar quando apenas os mirones cirúrgicos faziam questão de nos aguardar, era fácil captura-los. E as desculpas em chegar tarde? Ninguém contradizia, havia dúvidas no ar, mas a certeza era a nossa.  

Comentários

  1. A dependência do telefone, mudou tudo.
    Beijinhos

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  2. O telemóvel é o nosso chip, por enquanto, como ainda não está implantado no corpo, ainda o podemos abandonar em qual quer lado, se não queremos estar vigiado.
    Boa noite!

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  3. Um simples clicar em favorito não chegava, tive de vir deixar um

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  4. Hoje namora-se mais via SMS, videochamadas, whatsapp, que olhos nos olhos e lábios nos lábios, lol
    É a evolução da vida. Ainda chegaremos - em não chegarei lol - em que se vão fazer filhos através de SMS, lol

    Cumprimentos

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  5. Bom dia.
    Não sei se éramos mais livres, mas tínhamos, pelo menos, o tempo menos cortado aos pedaços e os ouvidos mais libertos de toques de todos os sons e decibéis.
    Mas... quem não os tem???

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  6. Constatação triste de tão real que é!

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  7. Concordo inteiramente com a Alice.
    O meu telemóvel bem me pede para accionar a localização mas eu faço de conta que não percebo.
    Muitas empresas "dão" telemóveis aos trabalhadores como forma de os controlar e ter sempre disponíveis mesmo fora do horário de trabalho. E se o desligam, nos dias de folga ou depois do horário de trabalho, parece muito mal e chamam-lhes a atenção! Falo com conhecimento de situações destas.
    Como estou reformada isso não me afecta directamente e até há pouco tempo o meu telemóvel era sempre o que alguém da família ia pondo de lado por uma versão mais nova...
    Telemóvel para mim é para telefonar, mensagens e agora tirar algumas fotografias...
    Mas muitas vezes está sem som ou esqueço-me dele em casa.
    Mas eu já sou bem maior de sessenta e a maior parte da minha vida conheci o telefone preso nas paredes. Ainda ali tenho um assim mas raramente toca!
    Mena

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  8. a ilustraçao é...libertadora. Só o cao está a mais... sou eu a inventar.
    Mas li o post.
    No entanto foi o titulo que prontamente me motivou resposta. Todo o passado, e quanto mais passado, ainda mais, era felicidade e coisa e tal. Coisa sobejamente estudada e publicada.

    Recentemente pessoa por aqui colocava o dedo na ferida : como irei rea_ir daqui a uma decada quando reler esta certeza que a_ora expresso ?

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  9. finalmente uma questao, visao de futuro. Só ainda nao acontece, porque nao existe pressa, premencia, e portanto vai aos pouquin_os.
    Acrescentaria que no futuro, no futuro dos proximos, tudo será mais imediato e pra-matico.

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  10. E também quando não haviam blogs (com imagens infantis) e textos que servem para nada.

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  11. Ñão sei se éramos mais livres, mas seríamos mais felizes.
    Parabéns pelos destaques...

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  12. Nem comentários de anónimos com opiniões rigorosíssimas.

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  13. Sem dúvida , curioso, precisamente no dia em que estou desligada da rede é que sou destacada. Obrigada.

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  14. Para muita gente é já um vício.

    Beijinhos.

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  15. A liberdade não existe só em estado físico.

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  16. Eu também sou um pouco assim, diria que nestes termos sou uma rebelde.

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  17. Não é saudades do passado, é mesmo a confirmação de que tudo era mais harmonioso, a ansiedade de termos a obrigação de estarmos presentes em todo o lado é castradora emocionalmente. Quanto ao que vou pensar daqui a uma década, já tenho idade suficiente para me dar ao luxo de mudar sempre que me apetecer sem chatear-me com isso. Isso é um dos luxos exclusivos da velhice.

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  18. Estamos reféns das novas tecnologias. Tem coisas boas e menos boas, restando a cada um medir os limites

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