
Ilustração Jenni Murphy
Li esta frase, que é titulo de um livro de poesias, e é verdade éramos mais livres quando o telefone estava preso nas paredes. Agora por todo o lado somos observados, e obrigados a estarmos conectados, sabem que vimos as mensagens e que não nos apeteceu responder, sabem em que local estamos, a que horas, durante quanto tempo, Quase não há tempo nem espaço para loucuras. Namorar tornou-se um acto quase público, como era bom namorar quando apenas os mirones cirúrgicos faziam questão de nos aguardar, era fácil captura-los. E as desculpas em chegar tarde? Ninguém contradizia, havia dúvidas no ar, mas a certeza era a nossa.
A dependência do telefone, mudou tudo.
ResponderEliminarBeijinhos
O telemóvel é o nosso chip, por enquanto, como ainda não está implantado no corpo, ainda o podemos abandonar em qual quer lado, se não queremos estar vigiado.
ResponderEliminarBoa noite!
Um simples clicar em favorito não chegava, tive de vir deixar um
ResponderEliminarHoje namora-se mais via SMS, videochamadas, whatsapp, que olhos nos olhos e lábios nos lábios, lol
ResponderEliminarÉ a evolução da vida. Ainda chegaremos - em não chegarei lol - em que se vão fazer filhos através de SMS, lol
Cumprimentos
Bom dia.
ResponderEliminarNão sei se éramos mais livres, mas tínhamos, pelo menos, o tempo menos cortado aos pedaços e os ouvidos mais libertos de toques de todos os sons e decibéis.
Mas... quem não os tem???
Constatação triste de tão real que é!
ResponderEliminarLol
ResponderEliminarConcordo inteiramente com a Alice.
ResponderEliminarO meu telemóvel bem me pede para accionar a localização mas eu faço de conta que não percebo.
Muitas empresas "dão" telemóveis aos trabalhadores como forma de os controlar e ter sempre disponíveis mesmo fora do horário de trabalho. E se o desligam, nos dias de folga ou depois do horário de trabalho, parece muito mal e chamam-lhes a atenção! Falo com conhecimento de situações destas.
Como estou reformada isso não me afecta directamente e até há pouco tempo o meu telemóvel era sempre o que alguém da família ia pondo de lado por uma versão mais nova...
Telemóvel para mim é para telefonar, mensagens e agora tirar algumas fotografias...
Mas muitas vezes está sem som ou esqueço-me dele em casa.
Mas eu já sou bem maior de sessenta e a maior parte da minha vida conheci o telefone preso nas paredes. Ainda ali tenho um assim mas raramente toca!
Mena
Sem dúvida!!!
ResponderEliminarBeijinhos
a ilustraçao é...libertadora. Só o cao está a mais... sou eu a inventar.
ResponderEliminarMas li o post.
No entanto foi o titulo que prontamente me motivou resposta. Todo o passado, e quanto mais passado, ainda mais, era felicidade e coisa e tal. Coisa sobejamente estudada e publicada.
Recentemente pessoa por aqui colocava o dedo na ferida : como irei rea_ir daqui a uma decada quando reler esta certeza que a_ora expresso ?
finalmente uma questao, visao de futuro. Só ainda nao acontece, porque nao existe pressa, premencia, e portanto vai aos pouquin_os.
ResponderEliminarAcrescentaria que no futuro, no futuro dos proximos, tudo será mais imediato e pra-matico.
E também quando não haviam blogs (com imagens infantis) e textos que servem para nada.
ResponderEliminarÑão sei se éramos mais livres, mas seríamos mais felizes.
ResponderEliminarParabéns pelos destaques...
Nem comentários de anónimos com opiniões rigorosíssimas.
ResponderEliminarSem dúvida , curioso, precisamente no dia em que estou desligada da rede é que sou destacada. Obrigada.
ResponderEliminarPara muita gente é já um vício.
ResponderEliminarBeijinhos.
É verdade, José. Bom domingo.
ResponderEliminar[<)]Obrigada.
ResponderEliminarQuem sabe se isso não é o futuro.
ResponderEliminarA liberdade não existe só em estado físico.
ResponderEliminarEu também sou um pouco assim, diria que nestes termos sou uma rebelde.
ResponderEliminarBeijinhos, Maribel.
ResponderEliminarNão é saudades do passado, é mesmo a confirmação de que tudo era mais harmonioso, a ansiedade de termos a obrigação de estarmos presentes em todo o lado é castradora emocionalmente. Quanto ao que vou pensar daqui a uma década, já tenho idade suficiente para me dar ao luxo de mudar sempre que me apetecer sem chatear-me com isso. Isso é um dos luxos exclusivos da velhice.
ResponderEliminarEstamos reféns das novas tecnologias. Tem coisas boas e menos boas, restando a cada um medir os limites
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