
Há momentos em que me sinto livre, são momentos fugazes em que o meu cérebro me leva aonde fisicamente é impossível estar neste tempo agrilhoado na situação pandémica.
Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.
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O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há de voltar aos nossos membros lassos
A leve rapidez dos animais.
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Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.
Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, in Dia do Mar
Grato pela partilha!
ResponderEliminarBoa semana!
Um poema muito bonito que muito gastei de ler
ResponderEliminarCumprimentos
Um poema de esperança...
ResponderEliminarAinda bem que o nosso cérebro é uma máquina de viajar no tempo e no até no espaço e nos leva onde os sonhos, às vezes, se recusam a levar-nos!
Mena
A pandemia não nospode tolher a liberdade que é do espírito e de como ele se explica aos outros.
ResponderEliminarObrigada, José. Boa semana.
ResponderEliminarÉ sempre surpreendente ler Sophia, a simplicidade que embala a mente. Boa semana.
ResponderEliminarO cérebro comanda a vontade, e reúne toda a nossa essência.
ResponderEliminarUm abraço.
Sim, não devemos deixar que isso aconteça, é necessário entender que "não há machado que corte a raiz ao pensamento".
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