
Ilustração Ada Breedveld
As maçãs adoram
fazer escuridão.
Cobrem o rosto e
agonizam, indefesas
sobre um prato
Se mordidas
com força, sua
argúcia se perde,
voam ao vento
e ruborizam
de vergonha.
As maçãs têm
olhos, mas ninguém
percebe. Franzem
sobrancelhas, sentem
frio, se soerguem
e interrompem sem
coragem de falar.
Quando tristes,
se estragam mais
depressa. Perdem
a avidez na terra
extensa do incerto,
morrem de vergonha,
nuas, mas vestidas.
Poema de Jorge Lucio de Campos
Que lindo poema Alice, acompanhado de uma maravilhosa ilustração
ResponderEliminarBeijinhos
Boa Noite
Um lindo poema
ResponderEliminarMuito bonito!
ResponderEliminarBoa noite
Adoro a ilustração! Obrigada pela partilha!
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