Conversas da escola (78)

Aos treze anos:


 


- Está por aí a professora...não sei o nome.


- ...


- Uma assim já muito idosa...


- ...


- Assim, para o cheiinho...cabelo já esbranquiçado.


- O que é que vocês consideram "muito idosa"?


- Quarenta anos...


- Não, não, a partir dos trinta e cinco anos já é muito idosa.


 


 


 


 


 


Alice Alfazema

Comentários

  1. ETIQUETAS VICIADAS


    > "Os idosos fazem falta e podem ser aproveitados?"- é carimbo revelador de mentes perversas e razões distorcidas. Uma introdução de tema de forma preconceituosa, que só pode continuar a pulverizar e envenenar a sociedade.

    "Demonstrar utilidade" é como ameaçar remeter as pessoas menos jovens para uma avaliação típica de cuidados ambientais a cargo de ETAR's ou de incineração em cimenteiras com filtro na chaminé.

    Todos devem ficar a saber quem plantou antes para nos oferecer, as castanhas, o azeite ou o vinho com que nos vamos alimentando. Vista a situção nos termos que se propõem, seria então lícito perguntar, que falta faz ou para que pode ser aproveitada muita da chamada juventude que por aí vagueia.

    Pessoas mais antigas e maduras claro, que idosos mentais, descontada a falácia do bilhete de identidade temos que bonde entre a badalada juventude. Capacidades, conhecimento e motivação a valorizar, sem que falte apoio nas fragilidades seja qual for a idade, é exigência permanente sem guetos pré-definidos.

    Temos "velhos" com menos de 30 anos e "jovens" com mais de 80.

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  2. Gostei da ideia "idosos mentais", talvez um próximo tema.
    Aqui neste contexto, idoso é visto como alguém que tem mais do dobro da idade deles, quem é que não pensou assim aos treze anos?
    :)

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  3. Sugiro para que seja adoptado pelas entidades oficiais e instruído no ensino escolar: Bebés, Infantis, Juniores, Seniores , Veteranos e Reservistas.

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