As pessoas estão fartas? Mas fartas de quê? Se a maior parte não se mexe para nada. Os grandes aglomerados de gente resume-se a estádios de futebol cheios, a festas religiosas e a festivais de música. Apenas, num exemplo, temos no panorama nacional, verdadeiros atentados à Natureza, que ninguém quer saber, destroem-se serras, abatem-se árvores a torto e a direito, tanto em meio urbano como em meio não urbano, apenas meia dúzia de gente se manifesta. A informação que é dada nos noticiários nacionais espelha bem, aquilo que referi, não há assunto que leve ao pensamento crítico, uma boa parte de gente é educada pelos reality shows, e vota por essa mesma lógica.
No quotidiano, perceber mais que meia dúzia de frases torna-se num pesadelo, o encadeamento do pensamento resume-se "à dinâmica do jogo", no fundo a maldade, a falta de senso comum e empatia, são agentes de prepotência vestida de uma verdade absoluta, que muita gente gosta de acreditar.
Questionar e questionar-se dá trabalho e exige tempo. Pergunto-me a quanto tempo estamos da loucura globalizada? Num mundo primeiramente virado para a economia, vazio de valores humanos, animais ou de natureza, galopando cada vez mais rápido para o não discernimento entre o bem e o mal, somente procurando resultados como se tudo isto fosse uma gigantesca empresa, e nada mais valesse a pena. Afinal para que serve agora a morte? Na realidade, parece-se que a morte agora é feita de sangue quente, e de gente que fala, e que anda, que dorme e acorda, mas sem dar por isso.
Um pouco inquietante e esquizofrênico, vamos ver aonde isto vai parar, se tem sequer travões.
ResponderEliminarBom domingo
Muito bem, Alice. Grande texto! Subscrevo cada palavra
ResponderEliminarAinda fico com esperança nas crianças.
ResponderEliminarMas depende muito da educação na família.
Manifestaram-se no dia 18.
ResponderEliminarSão décadas de desinvestimento na educação.
ResponderEliminarO foco da educação tem sido meramente formação técnica e não há qualquer formação cívica ou qualquer fomento para o pensamento crítico ou conhecimento sobre sociedade ou história.
É a vida.
ResponderEliminarAs pessoas não estão fartas porque são parte do problema. Nisto tem razão: "Os grandes aglomerados de gente resume-se a estádios de futebol cheios, a festas religiosas e a festivais de música". Um exemplo disto são os assuntos que em geral querem que sejam vistos nos blogues. Um imagem do país do FFF(F). Agora piorou e tem mais um F.
ResponderEliminarMas eu penso e verifiquei que fala em verdadeiros atentados à Natureza (com letra maiúscula!) quando há verdadeiros atentados aos seres Humanos nas guerras atuais. E depois diz; num mundo vazio de valores humanos! Tem razão mas também contribui para isso.
Nos blogues vemos várias pessoas individualistas que falam dos outros mas apenas lhes interessa escrever para os outros lerem. Querem exibir aos outros a sua opinião. Elas sabem tudo! Os problemas do mundo não lhes interessam pois vivem isoladas no seu espaço.
Como é você?
O problema não é o desinvestimento na educação mas as próprias pessoas. Os blogues são bons para vermos a cultura dos portugueses e ficarmos preocupados. Os que mostram terem pensamento crítico são mal vistos e por vezes censurados.
ResponderEliminar"é gente é educada pelos reality shows". Também vemos isto nos blogues.
ResponderEliminarÉ a evolução da sociedade, tal como acontece há muitos milhares de anos. Mas assusta-me a situação atual, em casos referidos no texto, além de muitos outros.
ResponderEliminarConcordo, mas resulta, na minha opinião, não numa mudança partidária, em si mesmo, mas na evolução da sociedade num determinado sentido, resultante da "abundância" ao dispor. Quem tem, quer ainda mais, quem não tem, entende que também tem direito a ter.
ResponderEliminarQuem? As crianças?
ResponderEliminarResulta de grupos que funcionam em sistema fechado e acreditam ser o farol da humanidade.
ResponderEliminarDepois vêm as surpresas.
No Alentejo não existem muitas crianças..
ResponderEliminarFala-se de alhos e responde-se com bugalhos. Não abona muito, mas faz jeito a muitos. Com resultados, pelos vistos.
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