O dia do apagão

Ontem todos vivemos o dia do apagão, o qual ainda não sabemos realmente porque aconteceu,  entretanto, era também assinalado em Portugal o dia nacional para a prevenção e segurança no trabalho, que este ano é alusivo ao tema "Revolucionar a segurança e saúde no trabalho: o papel da IA e da digitalização", interessante este tema e a fragilidade da sociedade exposta à digitalização.


Assim, depois do apagão, estivemos a maior parte do dia sem ligação a redes sociais, email, telefone, televisão. Milhões de pessoas estiveram sem acesso a informação, a não ser pela rádio. Muitas empresas encerraram as suas portas devido a não conseguirem produzir, os serviços públicos igualmente, levantar dinheiro tornou-se impossível, a vida tornou-se repentinamente analógica e alguns viram-se levados até ao passado. E claro não faltaram as corridas aos supermercados.


Muitos ficaram sem saber o que fazer, demasiado tempo para pensar, ficar a seco com o vício dos ecrãs foi certamente difícil, revivi, e confesso que me soube muito bem, não ter mensagens, não ter emails, o silêncio que se fez pela casa, sem o barulho de fundo dos aparelhos eléctricos.


É curioso como o lema do papel da inteligência artificial e da digitalização nas nossa vidas, anunciado nos cartazes como a abertura a um mundo maravilhoso e cheio de oportunidades, se tornou falível em segundos, revelou-se, sem grandes floreios que é preciso saber fazer e como agir no mundo real, viver no mundo físico com o corpo físico é algo que parece agora novidade.


Contraditório, foi o que vi ao final da tarde, as pessoas caminhando e conversando nas ruas, havia mais vozes no ar, e o som das andorinhas propagou-se com maior intensidade pelo desmaiar do céu azul.

Comentários

  1. As pessoas precisam de desligar-se do telemóvel e ligar-se à vida... que levem o dia de ontem como exemplo.
    Beijinhos

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  2. Verdade, Maribel, esta mundificação digital é demasiado exigente para um corpo de carne e osso.
    Beijinhos

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  3. A inteligência artificial não foi suficientemente "inteligente" para antecipar o impacto e para o resolver. Após anos de evolução e com tudo em rede, ficamos com a prova evidente de que tem de haver Planos B.

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  4. Não há fome que não dê em fartura. Tudo indica que foi excesso de produção, contrariando os que são contra as renováveis, e querem centrais nucleares.
    Boa noite, Alice!
    Um abraço.

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  5. Enfim, um regresso ao passado durante 12h e um momento de pânico para quem não conheceu o passado.

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