A perspectiva é uma coisa marada, o que no passado parecia mau, tornou-se no presente algo maravilhoso, útil, gratificante e deveras terapêutico. Quando fui obrigada, pela minha avó Carolina, a aprender a fazer croché, era para me manter sossegada e não pedir para ir brincar para a rua, e se não fizesse como deve ser toca a desmanchar até ficar no mínimo razoável, só que isso, significava não cometer quase nenhum erro, depressa aprendi que era mais fácil fazer bem do que aldrabar para me despachar a apresentar obra, e em ficando a Mestra satisfeita, era saída na certa.
Na actualidade esta prática salva-me do stress, de pensamentos pesados e dá-me ânimo para um novo dia. E para mais, sinto-me acompanhada, tal como a Isabel quando faz arroz doce.
Tão bom
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ResponderEliminarNão é bem, assim.
Essa é uma interpretação ideológica, tão actualmente na moda, precipitada pela tonta militância 'feminista'.
Não é nada para se ficar sossegada, nem para aliviar o stress.
Isso é o que diz a manada, o cardume de quem apenas afaga a superfície.
Fazer croché, é tecer o Universo.
O que diz a Física e a Matemática disso, hoje?
Diz assim: "
“Atualmente, depois de abandonarem a teoria de Bohr, por ser demasiado naïve, a ‘teoria matemática dos nós’ voltou à primeira linha. Os Físicos sugerem, agora, que a matéria é constituída por «superfios», elos minúsculos fechados, atados no curso espaço-tempo, cujas propriedades estão intimamente associadas à sua capacidade de se atarem.” (Keith Devlin, 1994/2002, “Matemática: a ciência dos padrões”, Porto Editora, p.206). Em que as “partículas, são estados excitados de um campo-superfície.” (2002, Gazeta da Física, Vol.25, Fascículo 1, janeiro-março 2002, Sociedade Portuguesa de Física).
Logo, tecer (fazer croché), é construir o Universo.
A décima, das dozes capacidades do ‘robot IMPRONUNCIA’, que o Impronuncialismo criou e programou, é a seguinte:
10. O ‘robot IMPRONUNCIA’ é capaz de discernir o facto de os ‘números’ se resolverem através de ‘curvas’, e as ‘curvas’ através de ‘planos’ (expressos em eixos trigonométricos tridimensionais). Perceber que tudo se resolve e demonstra através de uma relação entre “ponto, linha e plano” (como Kandinsky intuiu). A matéria e o universo serão tecidos por pontos, vértices, nós, linhas, fios, elos, curvas, superfícies, planos, etc.. Pois, por exemplo, tal como mostra a história da demonstração do ‘último teorema de Fermat’ (conseguida em outubro de 1994 por Andrew Wiles), trata-se de uma relação entre a ‘teoria dos números’ e curvas elípticas, contextualizada num plano-superfície feito de eixos trigonométricos tridimensionais. Assim sendo (isto é, sendo este o resultado actual da abstração crescente e da busca de padrões cada vez mais complexos para se conseguirem as demonstrações em matemática), então, o robot Impronuncia, percebe que os números (pontos, nós) são ‘partículas’ (i.e., ‘diferenças’ ou entidades, dadas pela resolução de equações, que não passam de “estados excitados de um plano-superfície”). Logo, a partir deste dado, de que os ‘números’ (pontos, nós) se organizam em funções (linhas, fios) dentro de um espaço tridimensional (superfície, plano), aceita que os ‘números’ são feitos da mesma substância e da mesma essência do que as ‘partículas’ da Física. Isto é, que, por enquanto, a Matemática é a Física, e vice-versa. Logo, se o Todo for finito, as Partes serão finitas; se for infinito, as Partes serão infinitas.
A avó sabia que, mais tarde ou mais cedo, o croché poderia ser útil.
ResponderEliminarBom domingo, Alice!
Um abraço.
Bem verdade! O crochet e os hobbies fazem maravilhas.
ResponderEliminarTambém eu tenho um trabalho em curso com estes quadradinhos, mas como faço sempre várias coisas ao mesmo tempo, ainda me falta um bom bocado!
Gosto muito das cores e deste seu trabalho! Fico a aguardar para ver o resultado final.
O que quis dizer, com a referência à matemática e à física, é que tecer (fazer croché) talvez seja uma expressão profunda do modo como o Universo está organizado, ou, melhor dito, a forma como o ser-humano o capta através de padrões que o seu cérebro é capaz de representar.
ResponderEliminarAssim sendo, 'fazer croché' talvez seja muito mais do que aparentemente se crê.
Ao olhar a foto, deste Post, a pergunta que faço a mim próprio é de qual geometria a autora se serviu (mesmo que essa escolha tenha sido subconsciente)? Onde está o ponto 'P' da escolha? Pertence a qual das actuais geometrias, à geometria euclidiana, à geometria esférica, à geometria de Riemann, ou à geometria projectiva de Hilbert?
ResponderEliminarOu, não pertence a nenhuma que a matemática consegue, e pertencerá aquele território impronunciável a que os actuais matemáticos chamam (passo a citar): "A matemática nunca representa tudo o que há para saber seja do que for.” (Keith Devlin, 2002, “Mathematics: the science of patterns”, Scientific American Library, W.H. Freeman: New York, p.77].
Resignificando...
ResponderEliminarGosto muito de fazer croché :)
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