
Nestes dias levados entre notícias de guerra e vozes de Abril, recolho-me ao meu silêncio e penso...apenas penso, sem dar voz ao pensamento, porque me sinto estranha entre os iguais, reconheço que a voz temos de a partilhar, num acaso ou por obrigação, mas o pensamento não, continua meu (por enquanto), até que me atreva ou que julgue necessário partilha-lo.

É com surpresa que identifico como dias comuns aqueles em que passo em silêncio, não é com magoa que penso nisto é antes como uma reflexão binária daquilo que fui e do que sou, à espera da transformação plena que há-de vir, lembro-me então do canto da cigarra, tão mal afamada em analogia à formiga, é mais fácil ver o carreiro do que saber quantos anos estão debaixo de terra as cigarras até poderem deitar cá para fora o som da sua voz, que interessa se é num único e derradeiro Verão, o que ficou da história é aquilo que se sabe, que interessa somente aparecer, pode ser em forma de grito, ou em leve surdina engalanada de sorriso.
Adorei as fotos que tão bem acompanham esta reflexão!
ResponderEliminarTenho seguido as televisões e avivado a memória. Mas a dose é tal que não sobra vontade para escrever sobre a comemoração. E tenho também muito pensado sobre o seu significado.
ResponderEliminarUma bonita reflexão, Alice
ResponderEliminarBeijinhos
Resto de Dia Feliz
A voz serve para a exercitar, já nos basta o meio século, em que não a pudemos soltar.
ResponderEliminarBom resto de dia, Alice!
Um abraço
Bom-dia, Alice Alfazema.
ResponderEliminarA voz calar e as cerejas a chegarem.
Hora de pouco falar e de muito saborear.
Esteja e fique sempre muito bem.
Gostei muito do post.
ResponderEliminarOs 50 anos de Abril, têm para mim um significado imenso... a minha ideia era ir para a rua, mas optei pelo recato e silêncio.... coisas.
Beijinhos