
A liberdade é agora quadrada, assim como quadrado é o tempo, as madrugadas de hoje são planas e dos botões quadrados escorregam letras que se fazem palavras, agrupadas ou separadas por virgulas e pontos, com exclamações e interrogações, fervilham lentamente pelo cosmos da luz azul, relembrando velhas lendas, criando demónios, cascatas de vozes proferidas em silêncio, nem no cérebro, nem na boca, apenas na planície cálida invocada num expirar de utopia, navegando, navegando sem sair do lugar.
Espezinhando as vozes que não se adivinham, loucura sem som, como um louco divino sem corpo. Indo e vindo no chumbo cinzento de um fim de dia desigual tão transparente que murmura no lamacento quotidiano sem grande propósito. O final quadrado que começa quando acaba.
Os quadros estão mais que pintados, estão ensanguentados, o mundo sempre foi assim. Mas, cada vez, está mais ruim.
ResponderEliminarBoa noite e boa semana, Alice!
Um abraço.
Comentar uma tela? Nem me atrevo a imaginar quanto mais começar?
ResponderEliminar.
Um dia feliz. Saudações cordiais.
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São muitos os quadrados nos nossos dias, ecrãs de onde vêm notícias que parecem lá longe, quadrados planos onde trocamos mensagens, opiniões, insultos, onde se divaga sem nada dizer...
ResponderEliminarJá pinei e pinatrei muitas telas, mas de esperança, de sonhos, de mundos ideais.
Gostei muito deste teu texto.
Fica bem, Alice Alfazema.
Bjs
Uma bela leitura do mundo em que vivemos!
ResponderEliminarBeijinho
Se não fosse uma amiga, aqui ficaria registado este comentário quase depravado , queria dizer "pintei" e "pintarei" muitas telas! Desculpem, isto de escrever no telelé é no que dá. Desculpa Alice
ResponderEliminarBjs
Olá Olga, o teu segundo comentário deu-me uma bela gargalhada, deduzi que te enganaste, no entanto numa analogia: pintar provavelmente dá-te enorme prazer.
ResponderEliminarBeijinhos
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