Que tipo de notícias poderiam alterar a situação de insegurança mental que se vive atualmente?

Diz-se constantemente que vivemos na era da informação, contudo a desinformação atinge patamares mais elevados que a própria informação, desde as falsas notícias à notícia constante de imagens de guerra e relatos repetidos até à exaustão dos cenários de guerra, as capas de jornais e as aberturas dos telejornais raramente fazem relevo às boas coisas que se passam pelo mundo, não existe neutralidade naquilo que é difundido, parece-me ser uma carnificina literária, até que ponto estas notícias, e a sua banalização diária,  influenciam a nossa saúde mental? A forma como vemos o mundo? Ou a influência que isso pode ter no nosso futuro colectivo como espécie? Já que de uma forma ou de outra os órgãos de comunicação também têm a função de educar (fazer adquirir conhecimentos e/ou competências). Ou nas negociações para a Paz? Há quanto tempo não se houve falar sobre negociações para a Paz? Que tipo de jornalismo e de  lideres temos que se resumem ao diz que disse e ao faz que fez, está tudo formatado, tal como souvenirs de Fátima feitos na China.


 

Comentários

  1. Muito pertinente, já as respostas...

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  2. Não há falsas notícias, há mentiras.
    E o jornalismo isento está nas ruas da amargura. Veja-se, por exemplo, a forma como o PCP está a ser completamente saneado violentamente nos media e o partido ilegal dos fascistas levado ao colo. Veja-se a linha orientadora sobre tudo, que todos têm que repetir, caso contrário ou somos putinistas (menos o Papa, esse não, não podemos dizer que é putinista senão, sabe-se lá, ainda vamos parar ao inferno), ou somos anti-semitas ou negacionistas.

    E, já agora, por falar em negacionistas, se Putin matou a pandemia de COVID-19, Israel matou a guerra na Ucrânia mas os negacionistas, afinal, por muito que custe, tinham razão. Se desligássemos a televisão, a pandemia acabava, porque acabou mesmo no mesmo dia em que Putin invadiu a Ucrânia! Dados oficiais dizem que, hoje, morrem todos os dias 10 portugueses de COVID-19. Outrora, com 10 mortes por dia, os media enchiam-se de médicos, de bastonários, de epidemiologistas e o diabo a explicar curvas e o R e o não sei quê acima ou abaixo de 1. Hoje, morrem 10 portugueses de COVID-19 e está tudo bem, não há máscaras, nem distanciamento, nem se falar dos 150 de portugueses mortos por terem unicamente tomado a vacina. E o que interessa agora, visto que até a OMS decretou o fim da coisa, é continuar a vender vacinas a rodos, e até entregar o serviço às farmácias, ainda que, por mais doses administradas, parece que a proteção da vacina tende para o infinito e as pessoas nunca estão protegidas e é sempre precisa mais uma e mesmo com tanta dose há sempre mais alguém a morrer de COVID-19.

    Há cerca de 10 anos que não vejo televisão. Leio alguns jornais, portugueses e estrangeiros. E curiosamente, por vezes, é preciso ler jornais estrangeiros para perceber melhor o que se passa no mundo, porque em Portugal a informação é por enchorradas. Agora é a pandemia, todos, os dias, agora é a TAP, todos os dias, agora é o Putin, todos os dias, agora é outra merda qualquer, todos os dias. Uma coisa que rapidamente saiu do ar foi os abusos sexuais dos terroristas católicos. Já aqui ao lado em Espanha, não largam o assunto, tal como não largam o assunto da violência machista (é assim que lhe chamam) porque estão verdadeiramente preocupados com o absurdo número de mulheres assassinadas pelos respetivos companheiros. Ironicamente, fiz as contas, e do lado de cá, o número de assassinatos é bem superior mas ninguém parece preocupar-se muito com isso.

    O jornalismo hoje em dia é aquele que passa dias a falar de cinco mortes num submersível qualquer, e que faz de conta que não morreram no mesmo dia 600 pessoas num barco. Porque até os mortos ricos são mais importante do que os mortos indigentes.

    Consumo muita informação, mas não consumo nada relacionado com as guerras. Nada. Absolutamente nada. É preciso mantermo-nos sãos. Também por isso saí do Twitter há dois meses.

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  3. Não sei o que dizer, porque acho que temos de saber o que se passa, não podemos viver numa redoma de vidro. As guerras, a fome, o desemprego, a falta de casas, a destruição ........, fazem com que fique revoltado, mas não ao ponto de me provocarem problemas mentais.
    Bom domingo, Alice!
    Um abraço

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  4. Mantenho-me informada, mas só vejo notícias uma vez por semana, por tudo o que disseste, que me desgasta, e que nos dá conta do sossego

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  5. Boa noite, Alice
    Concordo com o que diz sobre a informação desinformativa dos nossos dias.
    Os Jornalistas, salvo raras excepções que raramente são ouvidos, não investigam, não vão às fontes. Sentam-se em frente ao computador à espera das declarações dos dirigentes "da verdade oficial" para as replicar ipsis verbis como se tivessem lá estado e visto e ouvido com com os seus olhos e ouvidos, ou de se darem ao trabalho, pelo menos; de ouvirem a versão do mesmo acontecimento pelo lado contrário. Decidiram, acriticamente, que um é "o lado bom" e que não mente e que o outro é "o lado mau" que apenas inventa mentiras.
    Para além de tratarem os conflitos actuais como se fosse um jogo de Benfica X Sporting, e são "paineleiros" a comentar o último jogo da jornada criando e aumentando clubites e violência entre adeptos de um ou outro clube e incendiando-os contra o árbitro, neste caso ONU.
    Contudo os seus patrões mantêm-nos entretidos com a guerra do momento, que mais lhes convém, para esquecer outros focos que convêm manter esquecidos.
    E estes focos não são apenas guerras - ou batalhas da mesma guerra - mas a conspiração para manterem a humanidade sob o tacão da Exploração do Homem pelo Homem e para que os cidadãos do Mundo não se interroguem porque diabos os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
    Nos areópagos públicos mostram-se muito preocupados com a pobreza que é preciso, mas não esquecem o que Almeida Garrett tão bem explicou em - As viagens na minha terra. - "quantos pobres são precisos para fazer um barão". Por isso parece-me que nesses fóruns internacionais onde se sentam os representantes dos mais ricos do nosso Mundo, não passam de "lágrimas de crocodilo".
    Já, isto é para os governantes portugueses, se lessem com atenção os seus poetas, mesmo os menos letrados, aprenderiam alguma coisa, pelo menos a solução para a "pobreza". Escrevia António Aleixo, na primeira metade do séc. XX, com o conhecimento da Universidade da Vida
    "O pão que sobra à riqueza
    Distribuído pela razão
    Matava a fome à pobreza
    E ainda sobrava pão."
    Tão simples. Houvesse vontade para isso.
    Enquanto nos entretêm com as sua Guerras, e nos querem obrigar a tomar irracionalmente "partido por um dos lados" fazem-nos esquecer por que ainda tantos sem abrigo, porquê a miséria no fustigado continente africano, porquê tanta gente sem terra para poder semear o seu pão, enquanto milhares de hectares de solo estão desaproveitados e outros são levados à exaustão pela sua utilização sem racionalidade. Porquê a razão de se desflorestar sem regra. Porquê a pesca Industrial que leva aos limites muitas das espécies marítimas. Porquê a manipulação genética das sementes. Porquê a conservação do analfabetismo nos países mais pobres. Porquê a destruição da maioria das culturas, das línguas de outros povos a favor da Língua dos Negócios.
    O cardeal Cerejeira dizia a Salazar - mantém um povo inculto e terás um povo submisso.
    Parece que este conselho chegou aos ouvidos dos donos do mundo que, quanto a mim, a traduzem assim - mantém a humanidade desinformada e possuirás a Terra.
    Um bom Domingo,
    Zé Onofre

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  6. "...Há quanto tempo não se houve falar sobre negociações para a Paz? (...)"
    Totalmente de acordo.
    Saúde...e Paz!

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