Mário Rui

IMG_20230923_095411.jpgLá vai o homem do bote, serenamente percorre as águas do Sado, na cara as marcas do sol, do sal, do vento, e da friagem da madrugada, leva nas mãos ásperas a dureza dos dias. No bote os restos de frrrade de choque sarapintam  de preto todo o interior do bote.


E vai deslizando, sem pressa de chegar, olhando a cidade como se fosse a primeira vez, vai numa reflexão solitária. A liberdade escorregando-lhe pelos  ombros.


Que mais importa, senão a sensação de se estar vivo, pleno, soberbo naquilo que se é.

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