
Parece que há malta indignada com as algas que estão a dar à praia, ali para os lados das praias da Arrábida, uns não sabem o que é, outros estão perplexos com tamanha afronta da natureza, como é que aquilo veio dar à praia (?), manchando as águas cristalinas semelhantes aos mais belos trópicos, que praia mais linda manchada pelo horror de plantas lembrando uma sopa de caldo-verde. O pânico instalou-se. Como vou molhar meu rico pezinho em tal caldo(?). E o dinheiro gasto no protector anti-areia (?), será que também dá para prevenir a aderência da ervinha na pele delicada (?). Ó Deus porque nos fizestes tão comichosos?
Eu uma pessoa do tempo em que a malta ia para Troia, praia de dias de água cristalina e de muitos outros de algas e alforrecas, em que nos tínhamos de atirar à água sem grandes contemplações, mergulhando e rezando para que a malvada da alforreca que havíamos mapeado não mudasse de direcção rapidamente, mentira isso não acontece, elas andam ao sabor da corrente, e eram grandes e largas, fazendo lembrar gelatinas acabadas de sair das taças, nesses dias os mergulhos eram mais rápidos, mas nunca a praia deixou de ter o seu genuíno encanto.
Agora, neste mundo (que se quer) tão perfeito, é tudo tão, mas tão monótono, que se torna enjoativo, a perfeição da pele, a perfeição da escrita, a perfeição do peso, a perfeição das palavras escolhidas para as entrevistas, a resposta a dar e a resposta a ter, sem surpresas, a par disso há cada vez mais desconhecimento para com a nossa origem natural, um paradoxo, uma vez que se diz (mas não parece) que somos das gerações com mais conhecimento adquirido.
Será que a culpa foi do Óscar?
Talvez tenha sido o Óscar, que as empurrou para as praias.
ResponderEliminarBom fim-de-semana, Alice!
Um abraço
Lembro as alforrecas que a maré deixava no areal do lsdo do Sado, mas em Troia. Já mortas, os meus filhos caçando-as com canas.
ResponderEliminarCá para cima as marés traziam o sargaço e faziam-se sandálias com ele...
Isso era praia.
Bom fim de semana Alice
Deve ter sido o Oscar, andava desvairado a brincar com as ondas, devia ser obrigado a limpar a praia.
ResponderEliminarObrigada, José, um bom fim de semana também para si.
Um abraço.
Quando atravessavamos o Sado sabíamos logo se ia haver alforreca ou não, eu também gostava de fazer tapetes com as algas, quanto às alforrecas gostava mais de as colocar na água novamente, nem que fosse para irritar os presentes.
ResponderEliminarObrigada, João, um bom fim de semana também para si.
tadinho do Óscar
ResponderEliminarA Humanidade segue um caminho que me preocupa: o do excessivo facilitismo (em tudo). E isso reflecte-se nas mais pequenas coisas... como as que a autora observa.
ResponderEliminarBom fim-de-semana.
É um mauzão, sujou as praias dos meninos.
ResponderEliminarPois, parece que o conhecimento é uma coisa instantânea, não sei como vamos alimentar o ChatGPT, por este andar vamos ser a chacota do Universo.
ResponderEliminarObrigada, Paulo, um bom fim de semana também para si.
Tal qual.
ResponderEliminarBom fim-de-semana, Alice. :)
Coitado do óscar, a culpa é da cabeça das pessoas, já não valorizam o que têm, por defeito esta sempre tudo mal.
ResponderEliminarAs alforrecas picam muito menos do que alguns "meninos " e "meninas"
ResponderEliminarBendita evolução...... ou será que não?!
ResponderEliminarObrigada, Isabel, um bom fim de semana também para ti.🌻
ResponderEliminarÉ verdade, está sempre tudo mal, só porque sim. Um mundo tão higienizado que deixamos de ter sensações num ápice. Avizinha-se um retorno doloroso.
ResponderEliminarVerdade Maria.🌻
ResponderEliminarTambém penso nisso.🌻
ResponderEliminarO Óscar terá muitas culpas, mas não essa. Aí, a culpa é da nossa vida cada vez mais longe da natureza e mais "higiénica".
ResponderEliminarE, vendo bem a coisa, se a malta não pode fumar na praia, por que raio podem as algas vir sujar a água?
E os dias em que a água está demasiado salgada? É um desconsolo.
ResponderEliminar
ResponderEliminarJá entendi porque me tem cheirado a maresia!
ResponderEliminarTrabalho a 50 metros da praia, mas não a vejo, e ainda ninguém tinha comentado as algas. É isso mesmo, o cheiro das algas na maré vazia. Como não vou à água, não me incomodam, mas adoro o cheiro!