Refúgio

Surrealistly 97.jpg Ilustração Surrealistly


 



Hoje acordei com a dor das árvores;

estou de pé e o meu tronco sustém

o vazio e a solidão dos ramos

côncavos de espera,

impacientes de ternura.

Quero o bracejar dos pássaros,

ser refúgio dos ventos que me procuram,

tornar-me na folhagem que te abriga,

ser o ninho na tua noite, aberto

com a inquietação e a serenidade

dos rumores das aves mais tardias.

Não, desta vez não vou ...



 

Poema Lília Tavares

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