Virgolinho entrou na estratosfera e sentiu um arrepio nos ossos da garganta, sempre que viajava pelo buraco negro a sua garganta afunilava provocando-lhe arrepios sucessivos nos ossos côncavos que lhe seguravam a língua bífida, quando isso acontecia a língua mudava de cor, do natural verde amarelado passava a laranja florescente, Virgolinho ainda não entendia porque lhe acontecia isso, não sabia se era da euforia de voltar à Terra ou se apenas se devia à pressão a que tinha sido submetido naquela viagem.
Há muito tempo que Virgolinho se entretinha a viajar entre planetas, desde que ficara viúvo, tornara-se num estudioso da cultura existente nos vários planetas habitáveis, tinha um especial carinho pela Terra porque foi aí que a sua companheira morrera na última viagem que tinham feito juntos, tinha-a enterrado num bosque existente nos arredores de uma grande cidade, esperava agora poder visitá-la, os corpos mortos, dos da sua raça, tinham a capacidade de transformar-se naquilo que fossem os seus últimos pensamentos, estava curioso com o que iria encontrar. Apenas uma década passou desde então, poderia ainda não haver tempo para tal alteração, ou o sítio poderia ter sido alterado por outros. Concentrou-se a conduzir a nave enquanto observava uma nuvem rosa de flamingos que regressavam para sul. A Terra continuava sendo um planeta fascinante.
Promete...
ResponderEliminarFico à espera do próximo episódio
Vamos a ver se ele consegue fazer a manobra para aterrar a nave, parece-me que tem pouco combustível no depósito...
ResponderEliminarFascinante como a Terra.
ResponderEliminarBoa noite, Alice!
Um abraço
Gostei de ler este capítulo. Promete ...
ResponderEliminar.
Cumprimentos poéticos
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Obrigada, José. Boa noite. Abraço
ResponderEliminarSurpreendente!
ResponderEliminarVou já seguir o rasto da nave espacial.
Tenho estado um pouco afastada, algures pela galáxia de Andrómeda...
Mena