Talvez a Liberdade seja mesmo vermelha, vermelha do sangue derramado, frágil como uma papoila, delicada como uma gota de orvalho.
A Liberdade da Paz em vida, é sonegada pela quietude dos mortos que jazem no chão, dos corpos deixados sem cuidado ao relento gélido, onde a frieza vinda da carne se confunde com o ar que se respira.
As cidades que foram arrasadas, são agora destroços das vidas que por ali ocupavam os seus dias, a Liberdade dos dias tornou-as disformes, predominantemente cinzento escuro, um cinzento feito de escombros, escaras urbanas erguem-se a céu aberto, a profundidade dos danos aumenta com o passar das horas, numa operação especial de destruição da Liberdade de um país.
O inferno é tido como vermelho, qual será a cor da Liberdade ?, alcançar a Liberdade presume, diz-nos a História, atravessar o inferno.
A Liberdade tem todas as cores do arco-íris!
ResponderEliminarMas a cor que me acompanha há quase dois meses é o negro da dor e desespero por um país invadido e uma guerra devastadora. Como podem os seres humanos serem tão cruéis!
Mena
"Talvez a Liberdade seja mesmo vermelha, vermelha do sangue derramado, frágil como uma papoila, delicada como uma gota de orvalho. "
ResponderEliminarFeliz resto de noite, Alice.
Já não consigo ver aquelas imagens...
ResponderEliminarObrigada, José. Boa noite.
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