
O dia esteve frio apesar do sol brilhar com intensidade, a brisa marítima chegou-me até aos ossos com alguma facilidade, é surpreendente sentirmos o frio nos ossos, esse último reduto a ser ultrapassado antes de alcançarmos o pó.
O rio percorria calmo, unindo serenamente as duas margens, qual tapete húmido e macio, dele se apoderaram vários tons de azul, num inesquecível prazer oferecido ao olhar.

Nesta aparente paz sem pensamentos, nesta primavera triste onde os horrores da guerra reclamam as verdades ocultas, é Abril, já entrado há uns dias, é abril recordado, Liberdade prisioneira, Liberdade feita nuvem, Liberdade escondida entre escombros.
Os ratos invadiram a cidade
povoaram as casas os ratos roeram
o coração das gentes.
Cada homem traz um rato na alma.
Na rua os ratos roeram a vida.
É proibido não ser rato.
Poema de Manuel Alegre
«os ossos, último reduto antes de alcançarmoso pó»
ResponderEliminar- gostei muito. Bonita visão da realidade.
Grato pela partilha!
ResponderEliminarFeliz dia, Alice!
Bonito post, fotos maravilhosas
ResponderEliminarObrigada pela partilha desta reflexão, do poemae das fotografias!
ResponderEliminarO tempo, os meses e até a primavera deixaram de fazer sentido...
Mena