
A verdadeira mão que o poeta estende
não tem dedos:
é um gesto que se perde
no próprio acto de dar-se
O poeta desaparece
na verdade da sua ausência
dissolve-se no biombo da escrita
O poema é
a única
a verdadeira mão que o poeta estende
E quando o poema é bom
não te aperta a mão:
aperta-te a garganta
Poema de Ana Hatherly

Peço a paz
e o silêncio
A paz dos frutos
e a música
de suas sementes
abertas ao vento
Peço a paz
e meus pulsos traçam na chuva
um rosto e um pão
Peço a paz
silenciosamente
a paz a madrugada em cada ovo aberto
aos passos leves da morte
A paz peço
a paz apenas
o repouso da luta no barro das mãos
uma língua sensível ao sabor do vinho
a paz clara
a paz quotidiana
dos actos que nos cobrem
de lama e sol
Peço a paz e o
silêncio
Poema de Casimiro de Brito
Bonitos poemas.
ResponderEliminarMais os zangões: alma de Páscoa rondando as glicinias da nossa terra.
Uma boa noite.
Poemas encantadores de ler. Sublime fascínio poético
ResponderEliminar.
Cumprimentos cordiais
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Onde estão os óculos João?
ResponderEliminarSão orquídeas selvagens da Arrábida, são tão pequenas que é preciso estarmos atentos para conseguirmos dar por elas, é deveras encantador descobri-las.
Para ver mais aqui: https://www.wilder.pt/diversoes/armando-fez-um-guia-de-campo-para-nos-mostrar-as-orquideas-da-arrabida/
Ou ainda para descobrir onde procurá-las: https://flora-on.pt/#/1orquideas
Uma boa noite.
Obrigada, R y k @ r d o, boa noite.
ResponderEliminarBonitos poemas
ResponderEliminarEntão e as flores? A fotografa esforçou-se.
ResponderEliminarVerdade, e eu que gosto tanto... fiquei enebriada pelos poemas, mas as flores são lindíssimas.
ResponderEliminarEstás perdoada.
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