
Por estradas de montanha
vou: os três burricos que sou.
Será que alguém me acompanha?

Também não sei se é uma ida
ao inverso: se regresso.
Muito é o nada nesta vida.

E, dos três, que eram eu mesmo
ora pois, morreram dois;
fiquei só, andando a esmo.

Mortos, mas, vindo comigo
a pesar. E carregar
a ambos é o meu castigo?

Pois a estrada por onde eu ia
findou. Agora, onde estou?
Já cheguei, e não sabia?

Três vêzes terei chegado
eu – o só, que não morreu
e um morto eu de cada lado.

Sendo bem isso, ou então
será: morto o que vivo está.
E os vivos, que longe vão?

Poema de Guimarães Rosa
Caminhada pelo Parque Natural da Arrábida
Obrigada por esta bonita caminhada, num dos meus lugares favoritos
ResponderEliminarBeijinhos
Poema divertido, encantador de ler. As fotos que o ilustram são deslumbrantes
ResponderEliminar.
Saudações poéticas … domingo feliz
.
Caminhada linda, repleta de poesia
ResponderEliminarDomingo feliz
Muito bonito!
ResponderEliminarBoa semana, Alice!
Obrigada, Di, boa semana.
ResponderEliminarBeijinhos
Obrigada, Ric@rdo, boa semana.
ResponderEliminarObrigada, Margarida, boa semana.
ResponderEliminarObrigada, José, boa semana.
ResponderEliminarLindo poema! Especial e a condizer com as fotografias das plantas silvestres como a fumaria, o alecrim disfarçado no meio das folhas do carrasco e enfeitado de flores e 🐝 abelhão , a urze e o tojo...
ResponderEliminarUma paisagem que visitei algumas vezes há quarenta anos!
Gostei do enorme eucalipto e da oliveira já idosa...
Obrigada.
Boa semana Alice!
Mena