
Ilustração Chris Buzelli
Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Manuel Alegre, O Canto e as Armas, 1967
Grata pela excelente partilha!
ResponderEliminarBom dia Alice.
ResponderEliminarBoa escolha de M. Alegre.
Maravilhoso poema e uma ilustração comovente.
ResponderEliminarMuito significativo nos tempos tristes que vivemos.
'Com mãos se faz a guerra' mas a paz é o único caminho ...
Mena
Excelente partilha!
ResponderEliminarBoa noite, Alice.
Obrigada, José. Boa noite.
ResponderEliminarPoema lindíssimo.
ResponderEliminarBeijinhos