
Fotografia Ondřej Prosický
Era uma vez um caminho que se vestia de musgo durante o inverno, ao longe fazia lembrar o veludo mais fino e delicado que era vendido nas melhores lojas, por cima dele o orvalho deixava pérolas que se evaporavam ao longo da manhã, alguns insectos bebiam delas com delicadeza ímpar, e no meio daquele tapete um rasgo estragou aquele manto, uma pequena semente espreguiçou-se e duas folhas ergueram-se ao céu. Ao longe um pássaro cantou.
Exótica e esplendorosa,
a orquídea é flor bizarra
que nos deixa intimidados.
Porque é que a mãe natureza
pôs nela tantos cuidados?
É linda como as mais lindas
mas não é nada modesta:
sabe ser a preferida
para uma noite de festa?
Mas as outras flores singelas,
sendo acaso menos belas,
não precisam ter ciúme.
Que afinal a natureza,
se às orquídeas deu beleza,
retirou-lhes o perfume.
Poema de Rosa Lobato Faria
Palavras lindas, as tuas e as da Rosa Lobato Faria. Também gostei da foto!
ResponderEliminarObrigada, Ana.
ResponderEliminarMuito lindo!
ResponderEliminarAs flores são sábias em estratégias de sedução...
E as orquídeas encontraram outras, sem se perfumarem...
Mena
A sapiência da mãe natureza. Nunca tinha pensado na falta de cheiro das orquídeas.
ResponderEliminarMuito bonito, obrigada pela partilha.
ResponderEliminarBeijinhos
Grato pela partilha!
ResponderEliminarBoa noite, Alice!
Uma inteligência ainda com tanto por desvendar, e surpreender.
ResponderEliminarFicamos tão distraídos a olhar para a sua beleza que nem damos pela falta de perfume.
ResponderEliminarObrigada, Di.
ResponderEliminarBeijinhos
Obrigado, José. Boa noite.
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