As pessoas pensam que vivem mais intensamente do que os animais, as plantas e ainda mais do que as coisas. Os animais pressentem que vivem mais intensamente do que as plantas e as coisas. As plantas sonham que vivem mais intensamente que as coisas. Mas as coisas perduram e este perdurar é mais vida do que qualquer outra coisa.
Olga Tokarczuk, in Outrora e Outros Tempos, tradução Teresa Fernandes Swiatkiewicz
Grato pela partilha!
ResponderEliminarBoa semana, Alice!
Obrigada, José, uma boa semana também para si.
ResponderEliminarAs coisas perduram para além dos seres vivos. Mas não é por isso que são importantes. São só coisas.
ResponderEliminarNão sei medir a intensidade com que vivemos mas acredito que muitas plantas sabem mais da vida do que nós,..
Mena
Boa noite Alice uma veneranda árvore é mais longeva do que muitas e muitas coisas e tem outra vida..
ResponderEliminarUm bom descanso
Gosto muito da ilação deste trecho.
ResponderEliminarAlice, recebeste os livros?
Boa semana.
Não é por serem mais importantes, é pela quantidade de vida que passa ao longo do tempo em cada coisa, o que trás consigo cada objeto querido?
ResponderEliminarBoa noite, João, ler resposta acima ssf. É acima de tudo ter vida sem nunca ter passado de um objeto. O que é interessante.
ResponderEliminarObrigada, um bom descanso também para si.
Pois, dá que pensar.
ResponderEliminarAinda não recebi os livros.
Boa semana 😘🏵️
Muito inspirador!
ResponderEliminarObrigada pela partilha!
Decerto que será um livro muito interessante de ler
ResponderEliminar.
Cumprimentos poéticos
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As coisas podem perdurar, mas não têm vida nem alma, só aquelas que lhes emprestarem.
ResponderEliminarÉ verdade Alice.
ResponderEliminarMas as coisas atrapalham-me a vida.
Já partiram tantas e tantas pessoas da família. Ficaram casas cheias de coisas e vazias de gente. É doloroso dar volta às memórias dos outros entes queridos e decidir o que fazer a tanta coisa...Aquelas coisas contam histórias e algumas delas conheço-as, outras não...
As pessoas guardamos num cantinho do coracão, vivem nas nossas memórias.
Mas as coisas já vieram da família desde há dois séculos, que lhes fazer?
Só uma pequena parte faz parte das minhas memórias...
Sei bem que as coisas vão perdurar para além de mim, as árvores vão continuar vivas para além de mim e cada vez tenho mais presente a minha finitude.
Vou procura viver os dias com a intensidade possivel e livrar-me de muitas coisas.