O vento e o eucalipto

 


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Sopra sempre ao meu favor

Vento

Que non sei voar

Que non sei navegar

Que non sei nin nadar

Nas augas frías do inverno

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Pero ti sopra

Sopra forte

Vento

Para erguerme do chan

Para secarme a auga

Faime caso

Vento

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E prometo xogar contigo

Deixar que me enredes o pelo

Abrir máis de dúas ventás á vez

Na mina casa

Para que pases lixeiro

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Xa sei que non fai falta que cho diga

Pero ti sopra

Vento

Sopra sen medo

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Não sei porque associo o vento a eucaliptos, talvez pelo cheiro que paira no ar num dia de vento, talvez porque as folhas dos eucaliptos têm um som de ventania quando abanam. Não sei se é por pensar que o vento vem de longe, imagino o vento a sair de um qualquer lugar por detrás de uma nuvem rosa.  


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O poema é de Paula Carballeira 


Ilustrações de Bronwyn King


 


 

Comentários

  1. Poema e ilustrações, lindíssimas. Gostei muito de ler e ver

    Cumprimentos poéticos

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  2. Lindos! O poema e a ilustração.
    Obrigada pela partilha!
    Feliz dia!

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  3. Um lindo poema e uam ilustração a condizer!
    O vento adora soprar canções e murmurar ternuras às folhas das árvores...
    Mena

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  4. Muito bonito!
    Bom fim-de-semana, Alice!

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