Debaixo do sol

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Tenho em  mim o cheiro dos dias de nevoeiro na praia, do cheiro da areia molhada, da maresia escondida. Recordo que quando o sol ultrapassa a nebulosidade, e os seus raios se encontram com a areia, o cheiro intensifica-se até o calor se instalar por completo, depois acabou, começa então o sabor a sal no ar. Os olhos habituam-se ao intenso clarear, à descoberta daquilo que havia estado escondido. No  bote o homem sabe ao que vai, regressa da calada da noite, trazendo a madrugada consigo, fumando um último cigarro, aproveitando a solidão que lhe resta,  pelo ar ecoam as sirenes dos navios a entrar e a sair da barra.  


 


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Comentários

  1. Fotos deslumbrantes. Texto muito interessante de ler.
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    Cumprimentos cordiais
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  2. Seu texto é intensos. Ao mesmo tempo leve e sutil, foge do tradicional. É um prêmio a sensibilidade apurada, em metáforas que engrandecem a narrativa. APLAUSOS !!!

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