No local onde moro há muito tempo, e apesar dos anos que por lá habito conheço pouco os meus vizinhos, desconheço as suas profissões, idades, gostos, as conversas que possa manter são quase sempre de cortesia. Da maior parte nem sei o nome, o meu marido reconhece os vizinhos pelo carro, eu nem isso.
Num destes dias, levantei-me mais cedo e fui comprar o pão, são carcaças frescas e estaladiças, um mimo. Passei pelas grandes árvores ainda meio ensonada, nos olhos parecia que levava um grão de areia. No estabelecimento onde compro o pão, o cheiro do café inundava o espaço, serviu assim para me despertar. Lá dentro ouviam-se algumas conversas animadas. Senti saudades de outras conversas começadas pela manhã.
Quando saí da loja a minha visão estava quase recuperada. Voltei pelo mesmo caminho, entretanto, algumas janelas iam sendo abertas, à medida que as gentes acordavam. Olho para uma delas, o vidro está aberto e o cortinado está desviado, um corpo nu de mulher no lado de dentro levanta a persiana, pára à altura do pescoço, fico sem ver o rosto, mas fixo a mama que ficou à espreita. Não reconheço o rosto da vizinha, não me ficou na memória, apesar de a ter visto várias vezes, no entanto, era capaz de jurar que reconheço-lhe a mama.
Na paragem onde apanho autocarro, também vejo a vizinha do prédio ao lado abrir o estore ou de camisa ou de cuecas!
ResponderEliminarSe elas soubessem que estamos para aqui a falar delas sem filtros. Imagino a fila para o autocarro a aumentar de dia para dia.
ResponderEliminarA vizinha já é cota!
ResponderEliminarMedo!
ResponderEliminarNão digas isso, que para lá caminhas.
ResponderEliminarEspero bem que sim! Só espero é não ir á janela nua ou de roupa interior para meio mundo ver.
ResponderEliminar
ResponderEliminarÉ o efeito do calor do verão!
ResponderEliminarBoa noite!
É o único medo! Como não sou rica, não posso lutar contra a gravidade. As peles vão cair.
ResponderEliminarSem dúvida, e sempre é menos uma peça de roupa para lavar.
ResponderEliminarBoa noite.
Não te preocupes, nem tenhas medo, pois à medida que o tempo passa e a velhice avança deixamo-nos de preocupar com ninharias e miudezas, entre elas as peles. É uma autêntica libertação.
ResponderEliminarIsso eu sei! Tive que lidar com uma situação dessas.
ResponderEliminarPor vezes são situações difíceis, mas nada melhor que encará-las com humor, já que de resto temos de as vivenciar.
ResponderEliminarO Coiso aprova
ResponderEliminarOs meus vizinhos não são assim, infelizmente!
ResponderEliminarEu vivo também há muito numa rua pouco movimentada em Vila Verde e nem sei o nome dos vizinhos. Os que me dava bem já partiram daqui há muitos anos. Agora são meros desconhecidos para mim.
Beijinhos e um bom dia
Lamento imenso, se pudesse emprestava-lhe a vizinha.
ResponderEliminarPois, vivemos outros tempos com novas formas de comunicar, antigamente as distrações eram poucas e as pessoas entretinham-se a conversar umas com as outras, não que o não façamos agora, mas fazemo-lo muito mais pelo ecrã, do que cara a cara.
ResponderEliminarObrigada, um bom dia também para ti.
Beijinhos
Afinal ainda há laços de vizinhança, apesar de alguns serem nós de marinheiro.
ResponderEliminarEnquanto for só o levantar de estores em cuecas... estamos bem
ResponderEliminarPor enquanto não há outra novidades.
ResponderEliminar
ResponderEliminarEu tenho um vizinho no prédio de traz, que habitualmente vai a varanda nu quando estou a tomar o pequeno almoço...
Beijinhos
Esse teu vizinho é uma pessoa muito generosa, ajuda-te a limpar as vistas (se for caso disso), ou então a sua ajuda é no sentido de te espantar o sono.
ResponderEliminarBeijinhos
ResponderEliminarEngulo o pequeno almoço !
O que uma ida ao pão nao provoca...
ResponderEliminarSe fossem 7 na semana era um regalo para as vistinhas.
Se bem que a parte de tomar o pequeno almoço virada para o vizinho nu não me despertou lá grande apetite (para o pequeno almoço).
Cada hora tem "sua coisa".