Dia do Elefante

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Fotografia Daisy Gilardini


 


Um grupo de homens cegos ouviu que um animal estranho, chamado de elefante, havia sido trazido para a cidade, mas nenhum deles conhecia sua forma. Então eles disseram: “Podemos conhecê-lo pelo toque, pois disso somos muito capazes.”


Quando eles encontraram o elefante, começaram a tatear e discutir entre si. Cada homem tocou numa parte e, confiante de sua habilidade, discordava dos demais. Eles não percebiam que estavam tateando um animal enorme. 


O primeiro homem, cuja mão pousou na tromba, disse:


— Este animal é como uma cobra grossa!


Outro cuja mão alcançou sua orelha, discordou:


— Este animal é como um leque!


O outro homem, cuja mão estava sobre a perna, riu dos demais e disse:


— O elefante é como um tronco de árvore!


O cego que colocou a mão na barriga do animal falou:


— O elefante é um muro!


Outro que sentiu o rabo do animal disse:


— O elefante é como uma corda!


O último, já irritado, sentia a presa do elefante e afirmava em tom de sabedoria:


— O elefante é como uma lança!


E assim os homens se comportam diante da verdade: tocam apenas uma parte e acreditam conhecer o todo. E por isso continuam tolos.


 


Conto budista.

Comentários

  1. Boa noite Alice. Gostei muito de encontrar esta história. É engraçado como os mesmos conceitos são transmitidos de formas tão diferentes.
    E conhecia uma outra versão: "The Big Balloon Concept"
    «Era uma vez duas pessoas que estavam paradas, uma de cada lado de um balão, tão grande que enchia toda a sala. Metade do balão era azul e a outra metade branco.
    Como não conseguiam concordar com o que estavam a ver à sua frente, passaram muito tempo a tentar convencer-se uma à outra a aceitar o que acreditavam ser a verdade absoluta.»
    Bom descanso!

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  2. Bom dia, Isa, sim uma outra versão, mas no mesmo sentido, tal como quando usamos a nossa experiência para avaliar os outros, fazemo-lo apenas com aquilo que sabemos, ignorando o que o outro sabe. Em todas as dimensões da vida deve haver um todo, sem esquecer qualquer parte, o que é muito difícil de se conseguir.

    Abraço.

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