
Ilustração Vasco Gargalo
Vasco Gargalo é o vencedor do concurso internacional de cartoon sobre trabalho forçado, destinado a aumentar a sensibilização para a escravatura moderna. Na sequência do desafio que a OTI lançou em março de 2021: "E se o seu lápis fosse uma ferramenta contra o trabalho forçado?"
“O trabalho forçado é um assunto complexo, algumas imagens estereotipadas, tais como correntes e bolas, são frequentemente utilizadas para representar a escravatura moderna. Contudo, atualmente, os mecanismos através dos quais uma pessoa pode ser coagida a trabalhar podem ser muito mais subtis, através do engano, confisco de passaportes, retenção de salários, manipulação de dívidas. Estas caricaturas desafiam as perceções do trabalho forçado”.
Philippe Vanhuynegem, Responsável do Departamento Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da OIT.
A OIT estima que 25 milhões de homens, mulheres e crianças estão presos em trabalho forçado: 16 milhões de pessoas são exploradas no setor privado, incluindo na construção civil, agricultura ou no trabalho doméstico; 4,8 milhões são vítimas de exploração sexual forçada e 4 milhões estão em trabalho forçado imposto pelo Estado.

Ilustração Takjoo Javad
Como 2021 foi designado Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil, um número significativo de cartoons também destacaram a situação das crianças obrigadas a trabalhar.
É importante estarmos atentos e conhecedores desta dura realidade, e que, apesar destas duas imagens terem o seu foco na máquina de costura, o trabalho forçado e o trabalho infantil estão instalados nas mais diversas áreas da economia local em direção à global. A Convenção da OIT (N.º 182) sobre a interdição das piores formas de trabalho infantil de 1999 , define-as como trabalho forçado ou obrigatório, como a utilização, o recrutamento ou a oferta de uma criança para fins de exploração sexual ou atividades ilícitas e trabalhos suscetíveis de prejudicar a saúde, a segurança ou moralidade da criança.
Fonte: CIG.
Uma tragédia, que ajudamos a viver, principalmente, no vestuário, queremos o barato, sem queremos saber, como e onde foi fabricado.
ResponderEliminarBom fim-de-semana!
Tem razão José, mas infelizmente e apesar de estar muito associado ao barato, também as grandes marcas fazem parte de lista de exploradores laborais, daí os enormes lucros.
ResponderEliminarObrigada e bom fim de semana também para si.
O trabalho escravo é um flagelo da nossa sociedade. Desnecessariamente. Porque a tecnologia existente permite erradicá-lo. Todavia, a ânsia de lucrar astronomicamente, a ganância, é tanta, que o conhecimento tecnológico é subaproveitado. É transversal às mais diversas atividades e países, dos mais diversos regimes político - ideológicos. E, sim, as grandes marcas, nomeadamente de vestuário, usam e abusam!
ResponderEliminarVotos de muita saúde!
Sem dúvida Francisco, temos as ferramentas, nas mais diversas áreas, para tornarmos o mundo num "lugar" mais justo, no entanto isso é pouco interessante em questões monetárias e de poder, aliás para que haja esse poder é necessário haver pobres, e quantos mais melhores resultados, daí que as desigualdades sociais se acentuem a um ritmo alucinante.
ResponderEliminarObrigada e muita saúde também para si.
É vergonhoso como o lucro e a ganância de ter mais e mais, leva à exploração econdena tantos a uma vida de miséria!
ResponderEliminarCada vez compro menos coisas, sobretudo roupas, e quando o faço olho para a etiqueta e questiono onde e quem terá feito aquela peça... Há lojas onde já não compro nada.
Mas para mim também é uma forma de escravatura as lojas estarem abertas ao domingo e haver tantas famílias que raramente se juntam ao fim de semana...
Mena
Fantásticas ilustrações sobre um tema de importância fulcral, para o qual estamos muito pouco despertos.
ResponderEliminarVerdade Mena, tantas pessoas são condenadas à miséria em função das enormes fortunas, e entretanto é ver-se o reconhecimento da sociedade a esses "empreendedores", ser-se explorador é duplamente compensador.
ResponderEliminarTambém considero uma forma de escravatura a abertura de lojas não essenciais ao domingo, tais como os supermercados, ou então os turnos rotativos sem fins de semana, sendo que é ao fim de semana que as crianças têm folga das escolas, tudo isto acarreta consequências na saúde mental, quer a médio ou a longo prazo e até na saudável socialização. Claro está que existem profissões onde é necessário essa gestão do tempo de trabalho, mas na sua maioria ela deveria ser equacionada de outra forma.
Beijinhos e bom domingo.
Diz-se, e muito bem, que "uma imagem vale por mil palavras", a informação/educação visual deveria ser mais divulgada.
ResponderEliminarInfelizmente o trabalho infantil ainda existe em muitos Países
ResponderEliminarBom domingo