Irmã do meio

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Ilustração Nicola Simbari


Hoje se o meu irmão fosse vivo faria anos. É estranho, ou talvez não, este sentimento que tenho todos os anos por este dia, nunca me esqueço, nunca falo sobre isso, esta é talvez a primeira vez que escrevo sobre isto. Este meu irmão morreu com três meses de vida, um recém nascido que eu não conheci, que apenas recordo pela imagem que tenho de uma única fotografia, assim eu que sempre me portei como sendo a irmã mais velha, constato agora que fui sempre a irmã  do meio. É sem dúvida, um sentimento que não poderei explicar de forma simples ou esclarecedora, mas fico a pensar em como seria se tivéssemos crescido juntos. Não é um luto vivo e doloroso. É uma saudade cheia de sentimentos que ficaram por viver. 


 


 


 

Comentários

  1. Sei bem do que fala.
    Aconteceu-me com uma irmã, tinha ela 46 anos.
    Ainda hoje, ao falar nisto, tenho dificuldade no tempo dos verbo a usar e recuso falar em «morreu».

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  2. Um Abraço Gigante, Querida Alice!
    Bom fim-de-semana!

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  3. Lamento imenso infelizmente conheço essa dor!

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  4. S será bom para o seu dia a dia e estabilidade emocional, viver fixa nesses sentimentos, ainda que sejam lógicos e louváveis?
    .
    Feliz fim-de-semana.
    .

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  5. Fica, para sempre, um vazio.
    Bom fim-de-semana!

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  6. Gostei muito do seu post.
    Talvez porque sou a irmã do meio. Ou melhor, fui até à minha irmã partir. Apesar de sermos ambas adultas,também muita coisa ficou por viver.

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