
Durante muitos anos a minha alimentação foi essencialmente à base de peixe, peixe bem fresco, acabado de pescar pela madrugada, lá em casa era raro comer-se peixe ou carne congelada. A não ser quando o velho lobo do mar chegava da Mauritânia e trazia garoupas, pargos rosados, lagostas, corvinas, cada posta ultrapassava largamente o diâmetro do prato, nessa altura eu não sabia o quanto era privilegiada por ter à mesa destes manjares, desconhecia completamente o que era carne com gordura, nem sabia que se cozinhava entremeada, só a partir dos vinte cinco anos conheci tal iguaria.
A minha cozinha cheira a Algarve e a Alentejo, muitas das vezes os dois se misturam, trazendo deliciosas memórias que teimo em partilhar. De há dois anos para cá que voltei a privilegiar a compra de produtos locais, são sabores mais genuínos, com pouco tempo de recolha entre o produtor e o consumidor, são produtos da época, com a sabedoria da Natureza. Hoje deliciei-me com morangos maduros da zona de Palmela, grelos de couve-nabo, chocos frescos da nossa costa de entre outros que comprei.
Há quem afirme que os produtos são mais caros que nas lojas comerciais onde existem variadas promoções, não vejo isso, sendo que hoje comprei os morangos a euro e meio o quilo, ora onde é que se conseguem promoções destas nos super, vendem sim a esse preço mas é só meio quilo, alfaces tenras e saborosas a cinquenta cêntimos, e não são pequeninas, toda a fruta tem a doçura que o sol lhe confere.
Encanta-me aquela relação de proximidade entre quem produz e quem compra, é um gosto ver o orgulho com que descrevem os seus produtos. Encantam-me aquelas mãos de dedos grossos e marcados pelo sol, marcas de labuta. É com enorme gratidão que trago isto tudo para casa.
O que essas pessoas lutam, para tirarem da terra ou do mar produtos de encantar!
ResponderEliminarBoa semana
ResponderEliminarBeijinhos e excelente semana!
Confesso que adoro mercados locais e pequenas mercearias, talvez por ser neta de agricultores que venderam toda a vida nesses mercados e por também vender para esses mercados que vejo a importância de não deixar morrer esta tradição!
ResponderEliminarBasta que se formos lá duas ou três vezes à mesma Sra ela já nos conhece e numa grande superfície somos só mais um, e as promoções têm muito que se lhe diga .
E já agora agora optimo aspeto esse choco!
um elo_io bonito ao labor, á produçao de proximidade.
ResponderEliminarE pormenoriza, até preços.
bonito, sem duvida-
mesmo quando existe inse-urança relativamente aos pequeninos produtores que por o serem nao passam por control sanitario
Também prefiro comprar produtos de proximidade mesmo que me saia mais caro. É uma questão de escolha e prefiro pôr um bocadinho mais de dinheiro nisso do que noutras coisas.
ResponderEliminarPor aqui o nosso mal é mesmo o peixe, que tem de ser congelado. Peixe fresco é mesmo para o almoço de Domingo e uma vez de vez em quando já que é mesmo caro e como não vamos muito ao mercado por causa da pandemia já não fazemos isso há muito tempo.
Em contrapartida os legumes, frutas e queijos vem de produtores locais, o mais próximos possível. Há menos escolha, só se come quando há mas é melhor... e não há nada que saiba tão bem como morangos de época ou laranjas de época... Um grande beijinho
Belo almoço.
ResponderEliminarEstivemos esta semana na Costa.
Foi um prazer comer o peixinho acabado de sair do mar...
Abraço