A Sofia Arruda declarou publicamente que foi assediada no seu local de trabalho, a partir daí várias mulheres deram a cara e assumiram que também já tinham sido assediadas no local de trabalho, sendo que isto por si só já é de uma violência emocional para as vitimas, podemos imaginar então a dificuldade em ultrapassar este sofrimento psicológico, o medo, e até a culpa que a própria vitima carrega.
Toda esta situação, dirão alguns, que acontece e vai acontecer sempre, será verdade certamente, mas o que me surpreende, são os especialistas comentadores, vejo as caixas electrónicas cheias de comentários a referirem que "isto agora é moda", "porque não dissestes antes", "se fosse um gajo giro era engate", e por aí fora...existe assim um mar de gente que agride moralmente estas mulheres (neste caso), a isto chama-se assédio moral, achincalha-se assim sem se ter conhecimento de nada, gratuitamente, com uma fúria de prazer sórdido sobre o outro. Numa arena tecnológica onde os gritos mórbidos e estridentes são teclados sem consequências de maior.
Tal como noutras formas de violência, a vítima é vista muitas vezes como culpada, no entanto, as vítimas são quem sofreu o maior dano ou prejuízo. E teclar para achincalhar é mais uma de entre outras formas de violência, nada mais que isso.
Felizmente, os tempos estão a mudar!
ResponderEliminarBom fim-de-semana.
Se me permite uma pequeníssima divergência de opinião quanto ao 'teclar para achincalhar'. Às vezes a violência verbal justifica-se para combater a violência verbal gratuita e injuriosa. Até por ser a linguagem conhecida por quem assedia e quem defende quem assedia - é bom que percebam e não se sintam impunes ou intocáveis.
ResponderEliminarGosto muito do seu blogue.
Bom fim-de-semana :)
O assédio sexual é uma prática infame sem dúvida alguma. Mas tão discutível, tão discutível...
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Feliz fim de semana … abraço
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Pensamentos e Devaneios Poéticos (http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/)
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Vou entrar u m pouco em desacordo e explico porquê. Efetivamente parece moda. De repente, figura pública feminina que é figura pública de televisão veio queixar-se. é legitima a pergunta: porque não disseste antes? Porque é que se toda a gente sabe quem é o elefante na sala não se denuncia? Podem dizer que é por medo de represálias e por proteção do agressor (como aconteceu na Porto Editora). Mas agora levanto a questão: serão estas atrizes vítimas de assédio, ou aproveitam a onda para capitalizar o seu nome nas notícias. Vou ainda mais longe: o que é o assédio?
ResponderEliminarSerá que se te disser que estás bonita hoje é assédio? Ou te convidar para jantar é assédio?
Com isto não me enquadro de todo no que escreves de "a vítima é vista muitas vezes como culpada", mas acho que se está meter as coisas dentro do mesmo saco e não concordo.
Na minha opinião acho que nisto como em tudo na vida é preciso não fazer julgamentos apressados. Outra coisa muito pouco bonita é a simpatia de algumas pessoas por determinadas vítimas, coitadinhos, o que sofreram na mão do agressor, mas depois, outras vítimas, já são umas aproveitadoras, umas putas até, porque o eventual agressor já é da sua simpatia. E isso não é lá muito coerente. Ou temos empatia por todas as vítimas, ou não temos por nenhumas. Recordo o que Paulo Dentinho disse sobre a acusação de violação que paira sobre Cristiano: "Há violadas de primeira, de segunda, violadas de terceira categoria, etc. Depende do estatuto delas, mas, sobretudo, do estatuto deles".
ResponderEliminarA questão do assédio não é um tema fácil. Eu assisti ao comportamento menos próprio de uma ex-figura pública para com uma colega, mas se a colega fizesse queixa ela é que iria ficar mal, porque no fundo "ele não fez nada de mal", apenas não respeitou o espaço físico dela. Mas também, no local de trabalho assisti a uma mulher que rasgou a roupa e acusou um colega de assédio, quando foi ela que simulou tudo e quando ele mostrou as mensagens que ela lhe enviar constantemente, e que ele lhe dava para trás, ela é que foi despedida. Mas se ele não tivesses essas SMS, ele é que seria despedido injustamente, porque ela é mulher, e as mulheres é que levam sempre com o rótulo de vítimas.
Concluindo como comecei, é preciso muito cuidado com julgamentos convictos sem saber o que na realidade se passou...
Parece que sim...
ResponderEliminarBom domingo.
Talvez se justifique em certos casos quando a paciência se esgota...
ResponderEliminarObrigada pelas pela visita e pelas palavras simpáticas sobre o meu blogue, é sempre revigorante saber que gostam deste espaço.
Bom domingo. :-)
Há sempre os dois lados da questão...
ResponderEliminarBom domingo.
Dizer que "estás bonita hoje" não é assédio ou "convidar para jantar" também não, desde que um não como resposta seja respeitado. Existe assédio quando há perseguição e ameaça (pode ser física, mas também de poder) em relação à pessoa, existe também quando é reiterado apesar de a pessoa já ter demonstrado o seu desagrado perante tais situações.
ResponderEliminarPenso que não é uma questão de moda, note-se que em quase todas as situações deste género, as pessoas são demasiado novas, portanto terão pouca experiência, provavelmente sentem-se inseguras expondo-se à sociedade, que digamos é demasiadas vezes cruel desacreditando-as, que é afinal o que se passa nos comentários, muita gente preferirá não passar por isso e cala-se, mas às vezes o silêncio sufoca, até que haja a coragem para denunciar e expor-se na praça pública e a tudo o que isso acarreta. É ainda de referir que há quem saiba, mas também se cala, esses também o fazem com medo de perder.
Sim, é uma questão complicada e muito difícil de provar, por isso é que tanta gente se cala, e depois há como dizes: as falsas vítimas.
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