Vivemos num mundo em constante mudança, cada vez mais insistimos nos ritmos alucinantes, sabemos que em muitas áreas da nossa vida pessoal e profissional as tecnologias vieram facilitar o nosso quotidiano, no entanto à mistura trouxeram novas formas de escravatura, tudo é facilitado tanto para o bem como para o mal.
Todos os dias milhões de pessoas são vítimas de escravatura, tráfico humano, exploração para pagamentos de dividas, servidão, tráfico infantil, sejam homens ou mulheres, basta estarem em situação vulnerável para serem aliciadas de forma fácil.
A escravatura moderna é comum, está presente no nosso dia a dia, para isso basta pensarmos a que preço compramos os produtos que usamos para nosso prazer, podemos também incluir neles os bens alimentares. Uma simples promoção, ou preços baixos, podem significar que aquele produto foi produzido sem as justas condições laborais e de pagamento de um salário digno. Assim, o que nos parece como sendo uma coisa boa, tem um outro lado que importa pensar. A cultura do imediato, impede-nos de relacionarmos os factos. Os quais temos noção de que existem, mas tratamo-los como se fossem de um outro mundo.
Sabemos que, nestes mundos paralelos, nas economias rurais e informais, nas empresas e cadeias de abastecimento globais, nos países em crise e em situação de fragilidade, negam aos trabalhadores os seus direitos humanos básicos no trabalho, poderíamos pensar que é lá longe, e é, mas também é no Alentejo. E dói. Dói ver como estas pessoas - apesar de tudo - ainda se sentem felizes por terem uma vida assim.
No barato do imediato, alguém é explorado.
ResponderEliminarBoa noite!
Verdade, é uma tristeza as galopantes desigualdades sociais.
ResponderEliminarBoa noite.
Em Portugal há outra situação:
ResponderEliminarAs empresas retalhistas chegam a ter margens de lucro de 60000% em relação ao preço de custo. Assim, mesmo com promoções de 50%, ainda conseguem lucros gigantescos.
Um exemplo é na venda de gás engarrafado, que a margem de lucro varia entre 75% e 264%, dependendo das localidades do país. Nalgumas situações existem 4 intermediários antes da pessoa adquirir a garrafa de gás para consumo. Esta é uma das grandes diferenças para o preço em Espanha, onde a margem de lucro está fixa em 6% e as empresas engarrafadoras/produtoras é que fazem a distribuição pelos revendedores. Não é como o PSD cá anuncia (em alturas de campanha eleitoral) "A culpa é dos impostos". A culpa principal é das margens de lucro e o percurso entre o produtor/consumidor. Mesmo pagando salários médios, se existirem 3 empresas pelo meio, o cliente estará a pagar lucro de 3 empresas, mesmo que o empresário/accionista seja o mesmo. Se se eliminarem 2, o preço pode descer 30 a 50% e ainda dar lucro ás 2.
É idêntico, aqui nestes casos de exploração laboral, o valor do trabalho pago também é "retalhado", pelo recrutador (se começar por aqui), o transportador, empresas de trabalho temporário, empresa requerente, e sabe-se lá mais por quem.
ResponderEliminarinterliga, e muito bem. Questiona-nos.
ResponderEliminarDiz de forma clara, o que nao tenho conseguido : "nao relacionamos os factos "
Sempre que me ocorre, chamo-lhe consequencia. No sentido de que nao basta simplesmente criticar (ou apoiar), convem muito a disposiçao para suportar a consequencia, mudar habitos, exigir tambem para os mais a liberdade que fruimos.
Quanto á situaçao é inadmissivel, mesmo abjeta. Pelos vistos nao é, pois nao se ve nenhuma revoluçao para parar a coisa, e o que se vê sao pinturazinhas para melhorar a aparencia.
Enquanto as vitimas forem os outros, está-se bem ...
é interessante, mas nao paravamos, e portanto nada decidiamos.
ResponderEliminarOs preços e o comercio sao um labirinto. Nao vou por aí, até para nao dizer que levamos gas para espanha e vamos a espanha buscar gás. È só um exemplo.
Interessa que estamos agora perante uma situaçao, criada pelos governos e aproveitada pelos capatazes. Ou seja, os governos mais que promoveram ( e subsidiaram e subsidiam ) a coisa, e nem mostram que vao por ponto final, mesmo que o proprio primeiro miniistro tenha denunciado até haver crime de direitos humanos.
Como todos somos bonzinhos, bons costumes, e mais bla bla, nao deviamos estar a acabar com aquela situaçao abjeta ?
Vou escrever sobre isso. é daqueles casos que toda a gente sabe o que passa, mas ninguém faz nada até ao dia que a desgraça acontece e aparecem as virgens ofendidas. Já no Verão em santo tirso quando morreram aqueles cães todos (sem culpados - todos ilibados), todos sabiam o degredo que ali havia e ninguém fez nada.
ResponderEliminarÉ assim. E não sabemos como será, a velocidade da vida não nos sequer fazer previsões.
ResponderEliminarCá voltarei a visitá-la.
Um bom domingo.