
Eu não tenho muita curiosidade sobre o que há para além da morte, mas tenho uma imensa curiosidade em saber como vão reagir à minha morte, quem vai sentir a minha falta, o que vão dizer sobre mim, quais as palavras que me diríam num último adeus.
Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios...
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.
Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos...
Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma.
Poema de Alberto Caeiro
Alberto Caeiro um poeta exemplar. Deixou obra para a posteridade. Poema lindíssimo que me fascinou ler.
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Bom fim de semana …Abraço de amizade.
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É claro que as flores sorriem!!![<)]
ResponderEliminar(assim tenhamos, nós, "olhos que vêem e observam"!)
Boa Noite, Querida Alice!
Abraço Gigante
(e um miminho para o Ginjas... já tenho Saudades dele...)
Grato pela partilha!
ResponderEliminarBom domingo!
Sabes que eu também já pensei nisso, e não cheguei a conclusão nenhuma.
ResponderEliminarBeijinhos
coincidência (ou não) já 'perdi' tempo a imaginar o meu funeral
ResponderEliminarno fundo acredito que seja sempre um reflexo daquilo que fomos e fizemos
Acho que todos temos curiosidade
ResponderEliminarUm bom dia