(a) braços



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Não é por acaso

que existe um espaço

entre dois braços

lugar onde se semeiam

germinam e crescem

os abraços

 



No espaço

entre dois braços

exauram-se medos e agonias

removem-se pedras do caminho

fecundam-se sonhos

criam-se laços

 



No espaço entre dois braços

calam-se as vozes e os passos

falam os sentidos consentidos

nasce a vertigem de coração

com coração sem embaraços

 



Não não é por acaso

que existe um espaço

entre dois braços

lugar onde se semeiam

e crescem os abraços

 

 

 

Poema de Alice Queiroz

 

 

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