
sei que nunca viste o oceano,
sei que nunca olhaste a onda sobre a onda,
que nunca fizeste castelos para o mar ser forte.
mas sei que já viste o coração das coisas,
que já tocaste a ferida nos nossos braços,
que já escreveste para sempre o nome da terra.
por isso te digo que vou levar-te o mar
na concha das minhas mãos, azulíssimo,
para que nele descubras o meu nome
entre os seixos os búzios os rostos que já tive.
Poema de Vasco Gato
Muito bonito!
ResponderEliminarBoa noite!
Simplesmente, lindo...
ResponderEliminarO poema é lindo.
ResponderEliminarFez-me recordar tanta coisa...
Só vi o mar, que me lembre, já tinha seis anos.
Há uns tempos voltei a essa praia (Albarquel), mais de sessenta aos depois. Estava quase como me lembrava!
Não me lembro do mar em criança, raramente lá fui mas lembro-me de brincar com as flores dos campos desde sempre e chamá-las pelos nomes que tinham ou que inventava...
Ninguém me trouxe o mar e mais parecido com a sua imensidão era o céu azul da planície.
A planta, da linda fotografia, de frágeis pétalas cor-de-rosa chama-se roselha-maior (cistus albidus) e é uma "prima" da esteva.
Mena
Deslumbrante
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