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Quer seja curto ou comprido

Quer seja fino ou mais grosso

É um órgão muito querido

Por não ter espinhas nem osso

 

De incalculável valor

Ninguém tem um a mais

E desempenha no amor

Um dos papéis principais

 


 


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Quando uma dama aparece

Ei-lo a pular com fervor

Se é um rapaz, estremece

Se é velho, tem pouco vigor

 

O seu nome nao é tão feio

Pois tem sete letrinhas só

Tem um R e um A no meio

Começa em C e acaba em O

 


 


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Nunca se encontra sozinho

Vive sempre acompanhado

Por outros dois orgãozinhos

Junto de si, lado a lado

 

O nome destes porém

Não gera confusões

Tem sete letras também

Tem L e acaba em ÕES

 

Prá acabar com o embalo

E com as más impressões

Os órgãos de que eu falo…

São o coração e os pulmões.

 

 

 

Poema é de Manuel Maria de Barbosa du Bocage, as ilustrações de Fernando Vicente

 


 

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