Não gosto de lareiras, não é que não goste de me aquecer no fogo, ou de ver o fogo, não é isso, acho o fogo hipnotizante, reconfortante, meditativo, e até sinónimo de vida. O que não gosto nas lareiras é o cheiro a incêndio, a árvores queimadas, a sofrimento, a perda de habitat, não gosto, detesto. Por aqui, na minha rua, no meu bairro, o cheiro é tão intenso, que fica na roupa, no ar, é como se durante uns meses eu vivesse num permanente incêndio.
Por qualquer berma de estrada é possível encontrar pilhas de lenha para venda. Serão às toneladas. Pergunto-me constantemente de onde vêm? E o que ficou no espaço de onde vieram? Custam poucos cêntimos o quilo e vendem-se como pães quentes. Esgotam-se com facilidade. No entanto, depressa são repostas. Pergunto-me se será licito continuar-mo-nos a aquecer desta forma tão primitiva. Em cada casa um pequeno incêndio, todos os dias perto de si.
Ao contrário de si, eu adoro lareiras. Em minha casa não tenho, só ar condicionado, mas preferia ter uma lareira.🔥
ResponderEliminarIsso não se faz, vais deixar-nos com a alma constrangida. Sentir o cheiro de lareiras na rua é (era) tão agradável.
ResponderEliminarTambém tenho os mesmos pensamentos. Há tantas formas de nos aquecermos sem queimar seres vivos (árvores) e sem causarmos mal a outros.
ResponderEliminarTudo de bom Alice.
Bjs
Muitas árvores são plantadas com esse objectivo, outras vezes dá-se o aproveitamento porque, de facto, foram arrancadas por algum motivo, normalmente construção ou limpeza de terrenos.
ResponderEliminarOlha que o preço por quilo é baixo, mas é uma fortuna. Se tiveres em conta que um troço até pode pesar mais que um quilo, imagina.
Gosto de lareiras, mas a bioetanol :-)
Eu compreendo mas não vivo sem a minha lareira
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