Imaginemos uma rua onde há alguém bisbilhoteiro e que gosta de espalhar o boato. Imaginemos isto a nível nacional. E agora a um nível global. Está instalada a confusão.
Nunca foi tão difícil criar um filho como agora, pois para além dos pais, há todos os outros criativos que inventam o que é educação. Espalhando o terror sobre as ansiedades, as paranóias e os medos. Diz-se agora que existe uma geração covid, portanto o que se passou - nos últimos meses - vai definir uma geração, que vai sofrer, isto e aquilo, é como se esmiuçassem a ferida até ao osso, à espera que a dor seja profunda e longa, escreve-se assim sem que se meçam as consequências das palavras, dando a sugestão psicológica de que não é possível aprender a ultrapassar obstáculos e menosprezando o sofrimento de todas as gerações anteriores que se viram na obrigação de seguir em frente e fazer do dia a dia um mundo melhor. Menosprezando ainda todos os que vivem em situação de pobreza extrema, guerra e refugiados e tantas outras situações que poderiam servir de interesse para a escrita informativa.
É uma situação diária de opiniões que não levam a lado nenhum que se torne útil. Estando sempre a induzir à infantilidade dos jovens, aprisionando os seus cérebros na busca de uma realidade formulada para vender revistas, jornais, e produtos televisivos.
Durante - toda a nossa vida - vamos ter de saber ultrapassar os nossos problemas, sejam eles de qualquer ordem, a vitimização das situações é um pântano do qual é muito difícil sair. Portanto - em todas as gerações houve e haverá sofrimento, morte, nascimento, medos - não é por estarmos a viver esta situação pandémica que somos diferentes das outras gerações, apenas temos acesso a mais informação, mas até nisso devemos ser criteriosos. Não é por nos dizerem vezes sem conta a mesma coisa, que ela se torna verdade ou mentira, é sim - porque fazemos por ser.
Este é um momento de grande pressão, no entanto é também um momento que deve ser de mudança, de ação, de escolhas, de vencer os nossos medos - como estariam os pássaros se nunca se aventurassem no primeiro voo? - temos tudo ao nosso alcance para o conseguir, tecnologia, ciência, história. Então o que falta para que vejam que está na vossa mão continuar este caminho já percorrido há tanto tempo por milhões de outras pessoas? Que medo é esse de se tornarem adultos, de terem responsabilidade na sociedade, de assumirem o serviço público, de enfrentarem barreiras emocionais. Pensam que foi tudo fácil para os outros? Não foi. Nem continua a ser. Nem vai ser.
Que inércia, que falta de querer, que lamento vos levará para o futuro? Nenhum. Lamentos não levam a nada, a inércia fará com que sejamos ultrapassados no tempo, sem querer ficamos na mesma.
obrigada por este post. é um exagero o que a comunicação social faz. reportagens com adolescentes a chorar como se estivessemos a viver o fim do mundo.
ResponderEliminarainda bem que ainda não estou (totalmente) louca
Gostei muito do que escreveste
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ResponderEliminarSubscrevo cada uma das tuas palavras, Querida Alice!!!
Um Abraço Gigante!
Um dedo na ferida que a própria sociedade está a abrir.
ResponderEliminarUm excelente post! Acho que nunca como hoje, tivemos tantos meios ao nosso alcance, para vencer as adversidades, que nunca acabarão.
ResponderEliminarBoa semana!
Por acaso até estamos na geração "covid-21" e pelo jeito aqui na Europa virá a versão 22 e 23! mas é curioso que não me chegaram nenhuns desses relatos sobre a educação. Hoje, dia de regresso às aulas, até ouvi na rádio uma reportagem da Antena 1 em que a jornalista relatava o que se estava a passar no regresso às aulas, e depois de descrever que tudo se passava normalmente (todos os alunos no exterior de máscara)disse que falou com alguns e que todos eles se sentiam seguros e concordavam com todas estas medidas nas escolas para conter a propagação do vírus. Se há coisa em que o ser humano é muito bom (e por isso é a pior praga que apareceu à face da Terra) é a adaptar-se. E apesar de todos os constrangimentos, todos nós temos que nos adaptar e também os jovens o farão. E, numa altura em que, na verdade os jovens passam mais horas trancados dentro de casa a jogar ou a olhar para o telecrã, não me parece que ser obrigado a ter mais algum distanciamento social que os chateie muito. Eu li inclusive várias reportagens que abaixo dos trinta muita gente estava a adorar esta nova forma de ter que estar em teletrabalho e não ter que sair todos os dias de casa, apanhar transito e ter que aturar colegas e patrões. Um amigo meu disse-me por exemplo que com a pandemia a qualidade de vida dele melhorou imenso! Portanto há que ir com calma com esses discursos catastrofistas!
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Muito obrigada pela partilha desta opinião com a qual concordo em absoluto. A quantidade de "fazedores" de opinião que entram nas nossas vidas, via imprensa escrita e televisiva, é abrupta. É verdade que é muito útil e positivo ter acesso à informação e mesmo à opinião para nos abrir horizontes e nos fazer refletir, todavia, atualmente, parece existir uma necessidade extrema de "fabricar" problemas e isso sim parece-me verdadeiramente negativo para todas as gerações! Cultive-se o avanço da gerações pela superação e não o seu aprisionamento!
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