
Fotografia de Artur Pastor, Póvoa do Varzim, Portugal, décadas 50/60, séc. XX.
As rugas fazem-me lembrar as páginas de um livro, como se em cada uma houvesse passagens diferentes, diálogos, lembranças, tristezas, o tempo, o tempo que foi preciso para que cada uma delas se tornasse visível, o que levou a que isso acontecesse e as outras que vão surgindo, sobrepondo-se a todas as outras, e aquelas já profundas, e as que emergem quando um riso força as instaladas a serem colocadas para segundo plano por breves instantes.
Uma vida, escrita na cara, esculpida sem darmos conta, a pele curtida desfeita de tudo, a boca murcha, os olhos escondidos numa concha. São montes e vales, quantos pôr-de-sol, primavera e verão sorvendo as magoas. Quando de ti podemos ler na tua cara?
Quanta vida encerra? Mágoa. dor, incertezas?
ResponderEliminarNaquela época e pela foto parece uma pessoa humilde teria comida para colocar na mesa? Filhos?
A que horas se levantaria esta Mulher para começar a sua labuta de cada dia? Sol, chuva, frio, gelo, tudo passou por ela e ficou registado nos vincos do seu rosto.
Aqui um rosto puro, sem retoques, sem maquilhagem...magra, mas adivinho-lhe um sorriso encantador.
Ana
Sem dúvida! Muito se pode ler.
ResponderEliminarBom domingo!
As rugas a contar histórias...
ResponderEliminarMuito se pode ler!
ResponderEliminarAs rugas... São das melhores histórias de vida que podemos ler...
ResponderEliminar:-)