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Ilustração Olga Demidova


 


Era uma vez uma estrela e um estrelo que viviam no profundo azul do espaço, utilizavam a sua luz para emitirem as suas emoções e comunicarem um com o outro, assim mesmo estando longe pareciam unidos por aquilo que sentiam. Não utilizavam sorrisos, nem sabiam o que eram abraços, os seus sentimentos eram transmitidos através da canalização de uma energia mental que poderia ser utilizada sem limites. Uma vez de cinco mil em cinco mil anos sentavam-se na Lua, quando ela estava em quarto minguante e aí tocavam-se levemente para poderem adquirir um outro brilho, nunca podiam estar mais de dez segundos juntos, porque podiam desaparecer numa explosão de cores, apesar de saberem que isso poderia ser um fim majestoso e unificá-los, preferiam separar-se e iluminar cada um o seu espaço. Então, num repentino clarão de luz os dois separaram-se deixando cada um rastro de luz violeta que se esvaiu em diversas direcções dando origem a mais estrelas e estrelos minúsculos que tentavam encontrar a melhor forma de iniciar o seu caminho, seria longa esta viagem, alguns teriam sucesso quando encontrassem o seu brilho, saberiam o que fazer com ele e o espalhariam a outros, numa dinâmica perpetuada no rendilhado nocturno.


 


 


 

Comentários

  1. Muitos Parabéns!!!
    (5000 é muito post!!! )
    Boas Festas!
    Abraço Gigante

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  2. Parabéns pelos 5000 posts...é um pouco da sua essência em cada página.

    Hoje não quero pensar.
    Não quero falar.
    Hoje só quero ver a lua.
    Descansar nela o olhar.
    Descansar os sentidos...

    Maravilhoso o seu conto sabor a Natal, luz, esperança.

    Beijinhos

    Ana

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  3. Obrigada Zé! Boas Festas!

    Um Abraço Gigante.

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  4. 5000! É muto tempo dedicado a pesquisar, escrever, surpreender...
    Obrigada!
    Uma bela ilustração para combinar com a história.
    Mena

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