
Hoje na hora do almoço fui beber um café, pedi um bolo miniatura para dar pompa à circunstância. Quando recebi o pedido fiquei tão contente com o efeito que pensei automaticamente, tenho de tirar uma fotografia para lhes mostrar. E quem são os lhes? São vocês que passam por aqui todos os dias, que me deixam comentários, que me acompanharam durante este mês de Novembro, que foi para mim um mês duro e de clausura forçada. Mês em que fiz parte dos números da listagem diária da DGS. Durante duas semanas tomei de assalto a sala, fiz do sofá a minha cama e o meu local preferido de passagem das horas. Tricotei uma camisola para espairecer os pensamentos. Os dias foram muito compridos, acompanhados de um sentimento de inutilidade permanente, agora parecem-me longínquos esses dias, como se o tempo tivesse tomado outra proporção. Eu que tanto prezo a minha Liberdade, vi-me privada desse bem tão precioso, diremos que é por um bem maior e que não tive grandes sintomas que me privassem de saúde física, estou grata por isso, mas esta doença para além das maleitas físicas faz-nos sentir o quanto somos insignificantes ou indispensáveis para aqueles que nos rodeiam. Todos os dias tive mensagens de ânimo, todos os dias tive pequeno- almoço na cama, almoços caprichados, jantares variados, café adoçado, bolinho, no entanto não pude compartilhar essa magia da troca de afectos. Eu que gosto de estar sozinha, de ter tempo para pensar e de fazer o que me apetece, e que há meses estou constantemente acompanhada, senti aquilo que julgo ser o verdadeiro sentimento de solidão, não porque não tivesse ninguém, mas porque me sentia abandonada por mim, com um sentimento de nulidade agarrada à pele.
Vai um cafezinho? Pago eu.
Fiquem bem. ![]()
Grande texto.
ResponderEliminarComo a liberdade é preciosa.
Um abraço,
Ana Bela
De volta ao activo, venha ele :-)
ResponderEliminarEspero que agora estejas definitivamente bem, e que a vida e a liberdade ainda6te sejam mais doces que esses doces prazeres que hoje tiveste!
ResponderEliminarBeijinho e tudo a correr bem.
Bom dia Alice,
ResponderEliminarQue bom que, apesar do susto, correu tudo bem e foi mimada ao longo desse período de tempo. Apesar das restrições que já nos confinam coletivamente, só posso imaginar a sensação de passar duas semanas em total isolamento. O reverso da medalha é que reconquistar a liberdade do bem-estar e da rua deve ter sentido muito bem. Bom proveito!
Tem mesmo bom aspecto as fotografia. Eu faria companhia com toda a certeza.
ResponderEliminarEspero que esteja melhor.
Beijinhos e força
Ufa, ainda bem que já passou!
ResponderEliminarSentiu-se abandonada de si? Ame-se a si própria como ama os outros, a Alice mais do que merece!
Continue bem!
Beijinho.
Bom regresso! Agora, que tudo passou, que recupere toda a liberdade, que os números lhe retiraram.
ResponderEliminarBoa noite!
Um beijinho
Obrigada Ana Bela, a Liberdade é um dos bens mais preciosos que temos.
ResponderEliminarUm abraço.
Soube-me tão bem. :-)
ResponderEliminarObrigada Alice, sinto-me bem, apenas um pouco lenta, mas parece que é um sintoma geral.
ResponderEliminarBeijinhos e fica bem. Bons treinos.
Olá Pedro. A reconquista da Liberdade é um dos sentimentos mais gratificantes que pude experimentar. Obrigada, pelas suas palavras e por ajudar a criar este ambiente virtual de proximidade, sem dúvida, uma mais-valia nestes tempos pandémicos.
ResponderEliminarUm abraço, fique bem.
Tem bom aspeto e soube-me muito bem. Amanhã como outro por ti.
ResponderEliminarJá me sinto melhor obrigada.
Beijinhos e fica bem.
Obrigada Cristina. É verdade o que diz, e este ano tenho tentado contornar esse meu "defeito" de me por em último lugar. Já colhi alguns frutos. Talvez num destes dias fale sobre isso.
ResponderEliminarBeijinhos e fique bem.
Tudo a correr Bem, Querida Alice!
ResponderEliminarUm Abraço Gigante!
Viva a Liberdade!!!
Obrigada José, assim espero. Grata por me ter acompanhado nesta reclusão.
ResponderEliminarBoa noite. Beijinhos e fique bem.
Obrigada Zé. Que a Liberdade esteja sempre connosco todos os dias da nossa vida.
ResponderEliminarUm Abraço Gigante. Fica bem.
Que assim seja, Alice!
ResponderEliminarCuida-te!
Amei o texto
ResponderEliminar"um sentimento de nulidade agarrado à pele"
ResponderEliminartu és indispensável para tantas pessoas. acredita. quando me tentei suicidar a minha irmã mais nova deu-me um raspanete valente e antes disso eu sentia que lhes era indiferente, que não fazia diferença existir ou não. nós vivemos as três em países diferentes e pouco sabíamos da vida uma das outras. o instagram e o whatsapp aproximaram-nos. como podes sentir-te nula com tanto carinho que te foi demonstrado e, acredita, também nos fazes falta. abraço enorme e bons sonhos
Obrigada Rute. Fica bem.
ResponderEliminarObrigada Ana, por dares este teu testemunho aqui. A nulidade de que falo é aquela em que nos reduzimos à nossa insignificância como Ser neste universo, mesmo sabendo que é apenas uma questão de tempo para que tudo passe. Eu sei que mais gente se sentiu assim, é apenas uma forma de demonstrar que mesmo isto não fazendo parte dos sinais e sintomas da doença, pode acontecer.
ResponderEliminarUm Abraço grande. Fica bem.
ResponderEliminarQue bom que tudo já passou e agora estás bem Alice. Mesmo para quem gosta de estar sozinho a solidão imposta nunca sabe bem.
ResponderEliminarAlice, ainda bem que já passou!
ResponderEliminarBjs
Sempre, é o último valor que quero perder.
ResponderEliminarObrigada. Fique bem.
É verdade Ana, a solidão imposta gera sofrimento.
ResponderEliminarObrigada. Fica bem.
Obrigada Miguel, como sabes os vírus são danados, mas a envolvente que tem esta doença não lhes fica atrás.
ResponderEliminarUm abraço, fica bem.