
Ilustração Adrien Patout
Eu gosto muito de vozes, conheço vozes que me acalmam, outras que me alucinam, e aquelas que me alegram. Gosto de sentir emoção na voz, gosto de uma voz grave e profunda, não gosto daquelas vozes que me irritam e que me obrigam a "desligar" de tão agudas e incisivas que são.
A voz, pode ser trabalhada para disfarçar emoções, ou para activar as mesmas. Quando uma pessoa fala não transmite apenas palavras com um determinado significado, a fala vem também acompanhada daquilo que a pessoa sente. Não acredito em vozes que nunca se alteram, que podem descrever os piores momentos num mesmo tom, ou aquelas que podem falar sobre carinho num desalento monótono. Há qualquer coisa de sinistro nessas vozes vazias de emoções.
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Com este texto, lembrei-me de umas quantas à minha volta...há realmente algumas sem tom nem som...
ResponderEliminarMais do que a palavra, o timbre... e a vida que ressoa. Ou nos faz ressonar :p
ResponderEliminarPorque, sim, há qualquer coisa de sinistro nas vozes vazias de emoção - também não aprecio tais muros.
Também acho que o poder da palavra tem muito impacto. Por exemplo, sempre adorei ouvir rádio precisamente pelas diferentes vozes e que me causam sensações diferentes, mas agora há vozes tão irritantes que eu tenho mesmo que desligar.
ResponderEliminarPor isso as vozes são impactantes, positiva e negativamente.
Vozes e palavras monocórdicas, sem dúvida :-)
ResponderEliminar"Há qualquer coisa de sinistro nessas vozes vazias de emoções"
ResponderEliminarFeliz dia!