
Nestes dias de festa não me apetece falar muito, é talvez a falta de gente que já se foi que me faz ficar assim, a falta dos risos e das vozes. Depois no dia seguinte tudo volta ao normal. Se hoje fosse um dia igual a tantos outros, em que estivesse em casa, teria ido beber café à beira-mar, caminhado na areia, sentar-me-ia na areia e iria escutar o mar. Pensaria em milhões de verdades e de mentiras, procuraria espantar os meus fantasmas e as bestas andantes que conheço. Estaria então a carregar baterias para uma longa semana de trabalho, confinada atrás do balcão. Qual pássaro numa gaiola.

É interessante como podemos estar presos apesar de nos ser dada a liberdade de movimentos, e estarmos livres sem no entanto termos essa liberdade de andar por aí. A oportunidade de vermos aquilo que pode estar errado e daquilo que queremos daqui para a frente.

Obrigada a todos aqueles que passam por aqui e me deixam palavras simpáticas, de ânimo, e de amizade. ![]()
Será um dia de cada vez. Não há certezas de nada. Mas o bom é estarmos de saúde.
ResponderEliminarBeijinhos
Este cantinho à beira net plantado, consegue ser amigo, saco de pancada, e muitas vezes psicólogo. Aproveite-mo-lo. Um beijinho no dia do beijo!
ResponderEliminargostei do texto. fazem-me bem estas leituras.
ResponderEliminarA sensação que me dá é que quando pudermos sair e ocupar o tempo a fazer outras coisas, vamos pensar 'em que é que aproveitei o tempo em que estive fechada em casa?'
ResponderEliminarÉ que me parece que um mês passou e não fiz nada de jeito! (e estou em teletrabalho mas ganhei pelo menos duas horas por dia, o que fiz a esse tempo???)
apesar de tudo a ameaça que agora nos ameaça a todo o momento, tem os " dias " contados . Sobre outras ameaças pre-existentes, provavelmente depois de vencida a ameaça atual, sobrara força para resistir e encarar as outras.
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