Hei-de amar-te mesmo na distância!...
Então pego numa porção do tempo,
daquele tempo, em que ainda está perto,
sinto que o tempo só existe lá fora.
Além, o meu rio Sado permanece igual.
E sem tempo!…
a minha serra floresce no doirado das giestas
indiferente ao meu tempo.
Estendo os braços,
e pego numa porção do tempo
e deixo-me voar até ti…
E não há mais tempo!…

Acaricio o teu rosto mesmo sem mãos,
moldo-te no meu pensamento,
e sinto tanto poder em mim
que a distancia é apenas uma falácia...

O nosso rio, continua para lá do tempo,
a serra floresce no momento certo,
e nós, sim nós!…
Sabemos que o nosso amor
mesmo à distancia permanece eterno.
Num tempo sem tempo!...
Poema de São Salteiro
Lindo!
ResponderEliminarObrigada.
Mena
Lindo o poema. Maravilhosas as paisagens a partir da Arrábida.
ResponderEliminarPasseios que adoro fazer.