Mar encantado

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Todas as palavras
rugem repetidamente
contra a rocha negra.

Tremem
frente ao ramo antigo.

Espalham espuma
em sílabas de luz.

E eu
mar
eu que sou teu filho
estou aqui, pacífico inquieto
com a minha pequena oficina de palavras
e quero tão só acrescentar
o pálido sussurro dos meus lábios
ao bater das tuas ondas.


 


 


Poema José Fanha

Comentários

  1. Lindos: a fotografia e o poema! Obrigada.
    Todos somos filhos do Mar.
    A água foi o nosso primeiro refúgio...
    O embalar do mar, no ventre da nossa Mãe.
    Mena

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