
Serenamente sem tocar nos ecos
Ergue a tua voz
E conduz cada palavra
Pelo estreito caminho.

Vive com a memória exacta
De todos os desastres
Aos deuses não perdoes os naufrágios
Nem a divisão cruel dos teus membros.

No dia puro procura um rosto puro
Um rosto voluntário que apesar
Do tempo dos suplícios e dos nojos
Enfrente a imagem límpida do mar.

Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen
Magnifico poema
ResponderEliminarUm belo poema a encaixar perfeitamente nas fotos magnificas de um mar pleno de força (Praia das Maças em Sintra??)
ResponderEliminarUm Bom Ano de 2020 com muitos posts inspiradores e todo de bom em termos pessoais.
O mar!
ResponderEliminarA água e o seu fascínio.
O retorno ao meio onde nascemos e vivemos a primeira fase da nossa vida.
As águas são da praia das Maçãs e do mar visto do miradouro já à saída para a Ericeira?
Mena